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Candidatos ainda aguardam decisão da Justiça sobre resultado das eleições

Passado pouco mais de um mês das eleições, alguns candidatos ainda aguardam os julgamentos de seus processos ou recursos na Justiça Eleitoral, mas para os meios políticos, a tendência é de que não haja mudanças no cenário desenhado no Estado até a diplomação dos eleitos, que deve acontecer até 18 de dezembro. 
 
A diplomação não anula os processos, mas muda os trâmites, já que os candidatos passam a ser mandatários, o que dificulta muito a reversão do resultado. Mas os candidatos que tiveram seus votos impugnados e brigam para validá-los ainda têm esperança. Até porque isso aconteceu na legislatura passada.
 
Um dos casos que desperta mais interesse do mercado político é o que envolve o candidato eleito à Câmara, Marcus Vicente (PP), e o candidato derrotado Vandinho Leite (PSB). Os dois acompanham atentos o desenrolar do processo que pode impugnar a candidatura do vereador Rogerinho Pinheiro (PHS), que também disputou Câmara. 
 
Caso a candidatura de Rogerinho seja impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral e seus votos sejam invalidados, Vandinho subiria para a Câmara e deixaria Marcus Vicente de fora. 
 
A mudança é possível, embora os observadores a considere improvável. Se bem que reviravoltas de última hora já aconteceram em outras eleições. Nas de 2010, antes mesmo da posse, os votos do ex-deputado Luiz Carlos Moreira (PMDB) foram validados, trazendo mudanças na composição da Assembleia, com a saída de Nilton Baiano (PP) e a entrada de Solange Lube (PMDB). Em 2012, a deputada Aparecida Denadai (PDT) entrou na Assembleia, no lugar de Vanildo Sarnaglia (PTdoB).
 
O candidato a deputado federal José Carlos Elias (PTB) recorre da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou decisão da primeira instância e manteve a impugnação dos votos do deputado estadual, que disputou a Câmara. 
 
Outro que aguarda decisão, mas do TSE, é o ex-prefeito de Vila Velha Vasco Alves (PR). 
 
Os candidatos barrados foram enquadrados na Lei Ficha-Limpa, em 2010, a legislação chegou a ser aplicada, mas a Justiça Eleitoral voltou atrás, este ano, a regra foi aplicada efetivamente. Muitos denunciados pelo Ministério Público conseguiram se livrar das impugnações na Justiça Eleitoral antes do fim do pleito, mas quem teve a candidatura impugnada continuou disputando enquanto recorria ao TSE. 
 
O caso do vereador de Cachoeiro de Itapemirim, Alexandre Bastos (PSB) foi diferente. Ele tentava ter reconhecida sua candidatura em substituição ao deputado estadual Glauber Coelho (PSB), morto em um acidente automobilístico em agosto deste ano.
 

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