Nacionalmente, as únicas capitais em que o PT e o PSDB disputam diretamente o segundo turno da eleição deste ano são São Paulo (SP) e João Pessoa (PB). Mas em quase todos os embates no País, os dois partidos fizeram composições e acompanham a disputa.
Na capital capixaba, há uma peculiaridade neste cenário: nenhum dos dois candidatos pertence a partidos da base do governo Dilma Rousseff. Tanto Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) quanto Luciano Rezende (PPS) estão nacionalmente no campo da oposição.
Nesse sentido, quem ganha importância nesse momento é o governador Renato Casagrande. O partido dele, o PSB, busca fortalecimento político na disputa deste ano, para ganhar capilaridade para a disputa nacional de 2014. Mas além dos municípios localizados na região Noroeste do País, o Espírito Santo foi o último da região Sudeste em que o crescimento do partido foi substancial.
Ao todo, o PSB cresceu 41,6% no País. No Espírito Santo, o crescimento foi de 28,2%. O partido elegeu 13 prefeitos em 2008, conseguiu ao longo desses quatro anos subir esse número para 17, e nesta eleição conquistou 21 prefeituras.
Casagrande tem um perfil mediador, ao mesmo tempo em que ajuda a fortalecer o partido, o que levaria a um descolamento da base. O governador mantém relação com a base governista, até para manter sua governabilidade.
Quanto aos dois candidatos, Casagrande também mantém uma relação não conflituosa. O PSB apoia a candidatura de Luciano Rezende, mas o PSDB no Estado, mesmo tendo disputado o governo com o socialista em 2010, nunca assumiu uma postura de oposição e o presidente do partido, deputado federal César Colnago, mantém um bom nível de interlocução com o governador Casagrande.

