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Com vaga garantida na Assembleia, Paulo Roberto fica no PMDB

A permanência do ex-deputado estadual Paulo Roberto no PMDB é entendida nos meios políticos como uma acomodação política visando ao futuro. Paulo Roberto saiu derrotado do pleito deste ano em São Mateus, norte do Estado, por isso, precisa de um posicionamento político forte para se credenciar e permanecer no jogo.

Amadeu Boroto (PSB) vai para o segundo mandato, não podendo, assim, se reeleger em 2016. Daí surgem os interessados no próximo pleito no município. Entre os nomes apreciados pelos meios políticos, o que poderia ameaçar é o do deputado federal Jorge Silva (PDT), mas ele não tem feito um mandato de visibilidade para o município.

Já Paulo Roberto, com a vitrine privilegiada que conseguirá com o mandato de deputado estadual, pode conseguir musculatura e se credenciar, primeiro para  reeleição à Assembleia em 2014 e, posteriormente, para o processo eleitoral de São Mateus.

Neste cenário futuro, o adversário de Paulo Roberto em 2016 pode ser o deputado estadual Eustáquio de Freitas (PSB), que deve contar com o apoio do prefeito para a disputa. Como Freitas teria o apoio do prefeito e do Palácio Anchieta, já que é do mesmo partido que o governador Renato Casagrande, Paulo Roberto precisa de uma sigla forte para se credenciar ao pleito. No PMDB, ele evita que a sigla apoie o candidato socialista na disputa futura.

Nos meios políticos ventilava-se que Casagrande pretendia um retorno de Paulo Roberto ao PMN, para equilibrar as forças partidárias de sua base aliada. Isso também resolveria a insegurança jurídica que gira em torno da cadeira a ser ocupada pelo ex-deputado. Com as eleições dos deputados que disputaram prefeituras este ano, foram abertas três vagas na coligação formada na época por DEM-PPS-PSDB e PMN. Duas cadeiras estavam certas, pois os suplentes permaneciam em seus partidos.

Paulo Roberto, porém, que disputou a eleição pelo PMN, havia mudado de partido, o que pela legislação eleitoral daria a vaga ao PSDB, que tem o próximo da lista de suplentes daquela colocação, no caso, o vereador reeleito de Colatina, Omir Castiglioni. Uma manobra palaciana, porém, teria contornado o imbróglio jurídico, garantindo a vaga para Paulo Roberto.

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