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De olho em vaga de vice de Ricardo, PDT indica 29 nomes a deputado

Com Sérgio Vidigal como principal liderança, partido só terá chapa para Assembleia

PDT

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) do Espírito Santo tem 29 pré-candidatos a deputado estadual nas eleições deste ano, com a meta de alcançar de duas a três cadeiras. Entretanto, nos últimos dias, a cúpula do partido chegou a outra definição importante: quer indicar sua principal liderança, Sérgio Vidigal, como possível vice na chapa de candidato a governador de Ricardo Ferraço (MDB).

O presidente estadual da sigla, Alessandro Comper, deixa claro que não se trata de uma reivindicação, e que o PDT vai trabalhar pela eleição de Ricardo Ferraço em outubro, seja qual for a escolha do grupo governista. Os pedetistas apenas avaliam que Sérgio Vidigal seria um bom nome para a chapa.

“O PDT entende que tem na figura de Sérgio Vidigal um nome com capacidade de gestão mais do que reconhecida, não apenas por ter tido todas as suas contas enquanto prefeito da Serra aprovadas, mas também pela aprovação do cidadão serrano em todas as suas gestões”, comenta.

Sérgio Vidigal chegou a ser apontado até mesmo como um dos nomes avaliados por Renato Casagrande (PSB) para sua sucessão em 2026, mesmo que sempre estivesse clara a preferência por Ricardo Ferraço. Caso escolha Vidigal como vice, Ricardo agregaria um nome com perfil mais progressista à chapa, o que, a princípio, não parece ser uma possibilidade de encher os olhos para o atual governador.

Enquanto aguarda as articulações sobre vice-governador, o PDT vai alinhando nomes para a sua chapa de candidatos à Assembleia. Entre os que vão se candidatar pelo partido este ano está o atual deputado Fábio Duarte. Ele deixou a Rede Sustentabilidade durante a janela partidária, movimento que marca de vez a sua aproximação com Sérgio Vidigal, de quem foi opositor, e o afastamento em relação ao também ex-prefeito Audifax Barcelos (PP).

Outro que vai se candidatar pelo PDT é Bruno Araújo. Ele ficou oito anos no cargo prefeito de Pedro Canário (2017-2024), no extremo norte do Estado, tendo sido reeleito em 2020 com 81% dos votos. O candidato que apoiou em 2024 para sucedê-lo, Kleilson Rezende (PSB), que foi seu vice, também foi eleito com 80,74%. Depois de deixar o mandato, foi nomeado como superintendente regional de Saúde do norte do Estado.

Ted Conti, que acabou de se filiar ao PDT, também será candidato a deputado estadual. Mais conhecido por sua carreira no telejornalismo, Conti foi o terceiro deputado federal mais votado do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em 2018, com 42,5 mil votos, ficando na suplência. Ele assumiu a cadeira com a ida de Paulo Foletto para a Secretaria de Estado da Agricultura. Nas eleições de 2022, já fora da Câmara, devido ao retorno de Foletto ao cargo, ele obteve 11,2 mil votos e não conseguiu se eleger. Do total que conseguiu em 2022, 2,3 mil votos saíram de Guarapari.

Entre os nomes já conhecidos do eleitorado que estarão na chapa do PDT, também se inclui Luiz Durão, ex-deputado federal e estadual e ex-prefeito de Linhares (norte do Estado). Em 2022, ele recebeu 17,4 mil votos, e não se elegeu.

A ex-prefeita de Guaçuí (sul do Estado) Vera Costa (2013-2020) também pretende se candidatar. O vereador Paulinho do Churasquinho, da Serra, é outro que está entre os pré-candidatos a deputado estadual do PDT. Ele se candidatou em 2022 para o mesmo cargo e obteve 8 mil votos. A vereadora Sueli Teodoro, de Baixo Guandu (noroeste do Estado), é mais uma que deverá se candidatar pela sigla. Luciana do Posto, que ocupa uma cadeira no Legislativo de Brejetuba (região serrana), também é cotada, mais ainda não confirmou. Além desses, os ex-vereadores Professor Roberto Martins, de Vitória, e Creuza Paixão, da Serra, deverão se somar ao grupo.

A chapa deverá contar ainda com nomes com visibilidade em movimentos sindicais, como o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários), Marquinhos Jiló; a presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Espírito Santo (Sindjudes), Maria Clélia da Costa Almeida; e Douglas Lírio Rodrigues, que integra o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-ES).

As pré-candidaturas do PDT incluem mais seis nomes da Serra: o delegado da Polícia Civil Josafá da Silva; o surfista Lucio Firminio da Silva, mais conhecido como “Feroz”; além de Erick Oliveira de Jesus, Jocimar Pereira Correia, Meire Gerente, Nivia da Saúde e Yngrid Pinto de Souza.

Da região metropolitana, estão incluídos ainda os nomes de Deiverson Alves Muller (Vitória), Luciana Silva de Jesus (Cariacica) e Sônia Damasceno (Fundão) – esta última, ainda a confirmar. Das regiões norte e noroeste, estão cotados na chapa Renato Puci da Silva (Jaguaré), Shamuel Gavazza Souza (Linhares), José Renato Vidigal Armani (Aracruz), e Silvia Carla Borges (Pancas). Do sul do Estado, outro nome é Jozué de Oliveira (Piúma), e da região serrana, Hilton José Passos.

Sem chapa federal

Para as eleições de 2026, o PDT não apresentará uma chapa de candidatos a deputado federal. Em 2022, a candidatura mais votada do partido para a Câmara de Deputados foi a de Sueli Vidigal, ex-deputada e esposa de Sérgio Vidigal, que recebeu 58,2 mil votos. Sueli, que enfrentou questões de saúde nos últimos anos, está fora das articulações eleitorais. Serginho Vidigal, filho do casal de políticos da Serra, é pré-candidato, mas decidiu se filiar ao Podemos.

A situação indica uma queda, nos últimos anos, do protagonismo do PDT, um partido que já governou o Estado com Albuíno Azeredo (1991-1995). Entretanto, Alessandro Comper contesta, argumentando que todas as siglas têm tido dificuldades de construir candidaturas para deputado federal.

“O PDT continua sendo o segundo maior partido em número de filiados no Espírito Santo. Administramos quatro municípios e temos mais de 30 vereadores. Estamos num processo de reorganização em vários municípios, para chegarmos em 2028 com capacidade real de aumento do número de vereadores e participação maior nas majoritárias”, avalia.

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