Os deputados estaduais aprovaram na sessão desta segunda-feira (22) o reajuste de seus próprios salários para o próximo ano. A votação era aguardada para esta segunda, já que se tratava da última sessão do ano e, como na semana passada houve a aprovação no Congresso Nacional, o reajuste era iminente. Mas o que chamou a atenção foi a forma como o projeto entrou na pauta, ensanduichado na ordem do dia, como emenda ao projeto que concede abono aos servidores da Casa.
Os servidores da Casa aguardavam com ansiedade a votação do item 17 da pauta, a sessão teve de ser estendida até a votação dos abonos, já que a votação das contas do governador consumiu grande parte da sessão. Na votação da matéria, uma surpresa: os deputados, após acordo em reunião no Colégio de Líderes, discutiram uma emenda que asseguraria a votação do subsídio dos deputados.
O deputado Hércules Silveira (PMDB) apresentou uma emenda para que o reajuste fosse de 15,76%, seguindo a linha da presidente Dilma Rousseff (PT), mas a emenda foi rejeitada pelos parlamentares. O encaminhamento da bancada do PT para que o abono fosse aprovado sem a emenda do subsídio, também foi rejeitado.
No final, com voto contrário da bancada do PT, a Assembleia conseguiu aprovar o reajuste que valerá para o próximo ano. O salário passa a vigorar a partir de fevereiro e beneficiará os deputados da próxima legislatura, que começa em fevereiro.
Como estabelece a Constituição Federal, o reajuste dos deputados estaduais é de 75% do valor aprovado para a Câmara dos Deputados. O valor dos deputados federais passou de R$ 26,7 mil para R$ 33,8 mil. O salário dos deputados estaduais, que hoje é de R$ 20,042, sobe para R$ 25,350.
Os demais abonos dos servidores do Estado também foram aprovados na extensão da sessão ordinária desta segunda, com o acompanhamento dos servidores públicos na galeria da Casa.

