O deputado Gilsinho Lopes (PMDB) começou a colher as assinaturas necessárias para instalar na Assembleia Legislativa a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pó Preto, para investigar a poluição atmosférica na Grande Vitória. O deputado já teria conseguido oito das 10 assinaturas necessárias para protocolar o requerimento.
A formação da CPI é um sonho antigo do deputado. Em meados de 2013 o deputado havia colhido as assinaturas para o início dos trabalhos, mas antes de o pedido ser enviado para a leitura no Expediente da Casa, houve uma debandada de deputados que haviam assinado o pedido de abertura da CPI.
Em junho de 2014, Gilsinho voltou a recolher assinaturas para a criação da CPI, mas novamente os colegas de plenário – sobretudo os que receberam dinheiro das poluidoras durante a campanha eleitoral – negaram novamente assinatura para a criação da CPI.
Na sessão solene de instalação dos trabalhos na Assembleia, nesta terça-feira (3), o deputado Gilsinho Lopes falou novamente sobre o tema e disse que a Assembleia se omitiu na legislatura passada sobre o assunto.
O deputado Sandro Locutor (PPS) rebateu a afirmação de Gilsinho, alegando que foram feitos debates na Casa sobre o tema e tentou colocar a emissão de poluentes pelos automóveis como uma das principais causas da poluição, tomando com base um estudo da Universidade Federal do Espírito Santo.
Mas a discussão sobre o pó preto e a poluição por gases causados pelas plantas industriais no Estado é o tema que vem conseguindo legitimidade com a opinião pública. Esse tema vem ganhando respaldo com o discurso do governo do Estado, que parece ter aderido a discussão.

