Na solenidade de assinatura do projeto de lei que institui o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da região metropolitana da Grande Vitória (PDUI), nessa terça-feira (24), chamou atenção a ausência do prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), que também não enviou representante da prefeitura.
Dos sete prefeitos da região metropolitana, só três compareceram: Audifax Barcelos (Rede), da Serra, Max Filho (PSDB), de Vila Velha, e Edson Magalhães (PDS), de Guarapari. Geraldo Luzia (PPS) e Gilson Daniel (Podemos), mas mandaram representantes.
Max Filho já foi um adversário político, mas hoje tem evitado confrontos com o Palácio Anchieta. Mesmo no debate interno do PSDB, em que o governo estaria tentando ingerir no processo para garantir o controle da sigla nas mãos do vice-governador César Colnago, Max Filho, uma liderança identificada com o grupo descontente com o Palácio Anchieta, evita entrar em uma disputa dura com Colnago, buscando até o último instante o consenso.
Magalhães vem de uma reaproximação com o Palácio, já que a relação ficou um pouco abalada desde a eleição do ano passado. Audifax Barcelos tem cumprido agendas institucionais com o governador, mas tem mantido um posicionamento político variável. Recentemente, durante a vinda do ministro da Saúde Ricardo Bastos, ele chegou a declarar apoio político à senadora Rose de Freitas, na Serra.
No Caso de Vitória, o viés político é que fica mais evidente. O governador do Estado e o prefeito da Capital seguem em uma guerra fria desde o rompimento em 2012. Luciano Rezende, que já foi um grande aliado do governador, hoje não encontra espaço para debates com o Palácio, mesmo em agendas institucionais.
O prefeito de Vitória que é hoje um dos principais aliados do ex-governador Renato Casagrande (PSB) faz questão de não se fazer presente sob o mesmo teto que Hartung. O governador também não parece ter interesse em estreitar os laços com a prefeitura de Vitória. Na assinatura do concurso para professores do programa Escola Viva, Vitória foi contemplada com apenas 17 vagas, contra 187 da Serra. Até o município de Santa Maria de Jetibá, que tem uma população bem menor conseguiu mais vagas, 19.
O projeto, que será enviado à Assembleia, institui o Plano de Desenvolvimento Metropolitano, que foi elaborado pelo governo do Estado, depois de audiências nos municípios da região. Esse é outro elemento que também chama atenção da classe política, pois parece tirar das mãos dos gestores municipais o protagonismo no debate.
No início do ano, os prefeitos da Grande Vitória chegaram a se reunir para debater uma proposta de metropolização das questões sociais mais urgentes, mas o debate não foi a frente por incompatibilidades causadas pelas diferenças sociais e econômicas das cidades.

