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Internação de Celso de Mello dificulta manobra de prefeito de Guarapari

Enquanto o resto do País se preocupa com o adiamento das decisões sobre o mensalão por causa da internação do ministro -relator Celso de Mello, devido ao agravamento de uma gripe, em Guarapari o episódio tem outra conotação. É que o ministro é o relator da ação cautelar interposta pelo prefeito Edson Magalhães (PPS) para tentar ser diplomado no próximo dia 19.

O recurso do prefeito deu entrada no gabinete do ministro na nessa terça-feira (11), mas com a internação de Celso de Mello, ou o processo será redistribuído ou o prefeito não conseguirá uma decisão liminar antes do prazo da diplomação.

Independentemente da decisão sobre a situação do prefeito, as forças políticas continuam tentando um entendimento para a nova disputa que será marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ainda nesta quinta-feira.

Com o aval do Tribunal Superior Eleitoral, o TRE fica livre para decidir o novo calendário eleitoral no município. A expectativa é de que a eleição seja realizada em fevereiro próximo.

Até lá, a dúvida que se estabeleceu em Guarapari é sobre o prefeito que assumirá a interinidade até a nova eleição. Se não conseguir sucesso no Supremo, o município só tem prefeito até o próximo dia 31.

Nos bastidores as movimentações de Edson Magalhães não são mais vistas como meramente protelatórias. Em Brasília, o prefeito se aconselhou com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sobre o caso. Tem como apoiadores o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB).

O objetivo do prefeito seria conseguir a diplomação para dificultar a perda do mandato. Na classe política local, o sentimento é de que se Edson conseguir tomar posse, dificilmente será retirado da cadeira de prefeito, dado o lobby que estaria por trás de seu retorno à prefeitura.

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