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Mídia espontânea

A estratégia do tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e do deputado estadual Rodney Miranda (DEM), com o respaldo de uma parte da imprensa nesta eleição, tem sido a de tentativa de desconstrução da imagem do senador Magno Malta, já que seus adversários contam com o apoio do PR.

O problema é a forma como escolheram para fazer esse ataque. Dizer que o senador tira votos, prejudica o palanque, representa o retrocesso, talvez não seja a melhor opção em um debate eleitoral. Para os meios políticos a estratégia vai além da eleição de 2012 e visa a descapitalizar o senador para uma eventual disputa ao governo do Estado em 2014.

Ao criticarem o senador, porém, os candidatos não combatem as ideias do republicano, buscado atrelá-lo ao escândalo dos sanguessugas, do qual não foi denunciado. Magno Malta tem ideias ultraconservadoras que poderiam muito bem entrar no debate eleitoral, mas essas mesmas ideias são um campo arenoso que podem prejudicar as campanhas.

Discutir a questão do aborto, da diminuição da maioridade penal e do homossexualismo poderia qualificar o debate eleitoral, mas poderia irritar uma boa fatia do eleitorado que tem uma visão ainda complicada sobre esses temas.

A ideia nessas ações é tentar constranger os aliados a dividirem o palanque com o senador. Mas esse discurso não pega no eleitorado de Magno Malta. Muito pelo contrário, o que está acontecendo é um sentimento de vitimização em relação ao senador, que virou personagem principal em duas disputas municipais.

Dentro da cadeia política, o senador é o agente político que talvez esteja mais distante do eleitorado. São oito anos em Brasília, cuidando de questões nacionais e relações exteriores. Ao puxar Magno Malta para o debate municipal, em vez de afastá-lo do eleitorado, estão o tempo todo reforçando sua presença no Estado. Para quem quer tirá-lo da disputa de 2014, essa pode ser uma estratégia furada.

Fragmentos:

1 – O debate de Cariacica não vai acontecer nesta quinta-feira (25), devido à licença médica do deputado Marcelo Santos (PMDB). Quem se beneficia é o adversário Juninho (PPS), que terá o tempo todo do programa para uma sabatina na Rádio CBN Vitória.

2 – A tal “esquerda democrática” não agregou tanto quanto os tucanos pretendiam. Mas há quem aposte no poder desses formadores de opinião. A quatro dias da eleição, será que essa estratégia vai dar certo?

3 – A eleição em Vila Velha está descambando para uma batalha campal. Talvez fosse melhor o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) reforçar a fiscalização no município.

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