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Nova legislatura expõe desarmonia entre deputados

Quem acompanha as sessões da Assembleia Legislativa já deve ter notado que o clima entre os deputados não é de total harmonia. Nas falas dos deputados e nos apartes dos colegas é possível perceber algumas rusgas no conflito de ideias, e isso não acontece apenas entre veteranos e novatos. 
 
A nova Assembleia Legislativa tem 16 deputados novos, sendo que quatro deles – Guerino Zanon (PMDB), Cacau Lorenzoni (PP), Enivaldo dos Anjos (PSD) e Rafael Favatto (PEN) – estão retornando. O restante é reeleito. Ao todo são 17 partidos representados na Casa, mas não é a heterogeneidade ideológica que vem trazendo conflitos no plenário. 
 
Logo no início da legislatura, a abstenção do deputado Sérgio Majeski (PSDB) na reeleição de Theodorico Ferraço (DEM) teria causado um mal estar no plenário. Pouco tempo depois, o tucano teve de fazer um discurso tentando explicar uma fala após o pronunciamento do deputado Marcelo Santos (PMDB) sobre o consumo de água. Pareceu que o parlamentar havia confrontado o peemedebista. Majeski disse que só queria complementar e não discordar. 
 
A divisão das comissões permanentes também é outro tema que vem colocando os deputados em rota de colisão. A disputa por alguns cargos tem esquentado o clima no plenário, já que os deputados governistas têm conseguido lugares privilegiados, enquanto os deputados que têm postura mais independente ficaram com espaços de menos expressão. 
 
 O deputado Gilsinho Lopes (PR) e o deputado Sandro Locutor (PPS) também se colocaram de lados diferentes sobre a atuação do Ministério Público Estadual (MPES) sobre a questão do Pó Preto em Vitória. Lopes afirmou que o MPES não dá continuidade às apurações das CPIs realizadas na Casa e Sandro Locutor defendeu o órgão, afirmando que há atuação com assinaturas de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC).
 
A rusga mais recente foi a puxada de tapete dos deputados governistas com o deputado Gilsinho Lopes na criação da CPI do Pó Preto, que trouxe uma saia justa para o plenário, com a exclusão do republicano do Colegiado, sendo que o deputado trava uma batalha pela criação da CPI há mais de três anos. 

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