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Novos prefeitos criticam gestão anterior e comprometem futuro político dos antecessores

Com a chegada dos novos prefeitos ao poder no dia 1º de janeiro, uma caça às bruxas se estabeleceu em alguns municípios do Estado, o que pode prejudicar as pretensões eleitorais dos ex-prefeitos que almejam entrar na disputa de 2014. Entre as lideranças com maior risco eleitoral está o ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT). O sucessor, Audifax Barcelos (PSB), não tem aliviado o tom das críticas à gestão do seu antecessor. Entre as queixas de Audifax está a dívida de mais R$ 200 milhões que Vidigal teria deixado para trás.

Vidigal, que teve uma derrota significativa na eleição contra Audifax, tem seu futuro comprometido diante da imagem de mau gestor que vem se pintando em relação a ele. Em um dos pontos mais polêmicos dessa transição, Vidigal veio a público para tentar explicar o controverso contrato prorrogado por mais 20 anos com a empresa de coleta de lixo, argumentando que se trata de um acordo judicial, devido a dívida de mais de R$ 50 milhões que a prefeitura tem com a empresa.

Mas depois que se diz uma coisa e os jornais replicam, fica difícil desconstruir a história. O mesmo aconteceu em Vila Velha, com o novo prefeito Rodney Miranda (DEM). Ele também reclamou da dívida deixado pelo ex-prefeito Neucimar Fraga (PR). Para mostrar que a prefeitura está sendo mal administrado, Rodney fez questão de anunciar medidas populistas logo na primeira semana de mandato. O chamado “choque de gestão” de Rodney incluiu cortes no cafezinho e a exoneração de 1,2 mil servidores ligados ao ex-prefeito numa só canetada. 

Depois disso, Rodney anunciou a contratação de 900 servidores, mas aí já tinha espalhado a imagem de mau gestor contra Neucimar Fraga. Mas a situação do ex-prefeito de Vila Velha é diferente da de Sérgio Vidigal. O republicano teve uma votação significativa na eleição de outubro e tem capilaridade para a disputa de 2014, apesar do ataque de seu sucessor. No processo de recuperação política, Neucimar ainda pode anunciar a troca de legenda, o que lhe daria mais oxigenação para a disputa de 2014.

Quem saiu-se bem nesse período de transição foram os prefeitos do PT, que conseguiram uma costura com seus sucessores, evitando desgastes futuros. Pelo tom das críticas ao prefeito João Coser, em Vitória, durante a campanha, esperava-se uma enxurrada de críticas, mas o novo prefeito Luciano Rezende (PPS) faz um início de gestão sem conflitos com o seu antecessor, para a sorte de Coser, que está podendo construir seu projeto político para 2014 com toda a tranquilidade.

O prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), que no período pré-eleitoral, na condição de vice, chegou a romper relação com o então prefeito Helder Salomão (PT) ,  também conseguiu no frigir dos ovos um acordo com o petista , que segue ileso sem sofrer ataques já de olho nas eleições de 2014, na qual ele deverá disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. 

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