Neste sábado (15) o PT do Espírito Santo começa a analisar seu futuro político no Estado. O encontro é da executiva e as correntes devem apresentar suas leituras do processo eleitoral. Essas visões podem levar a um debate interno sobre o caminho que o partido vai tomar a partir do cenário pós-eleição, em que o partido ficou isolado e saiu derrotado no campo majoritário.
Na semana passada, a Articulação de Esquerda, uma das correntes mais críticas à aliança com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), se manifestou por meio de uma carta à Executiva do partido. No encontro deste sábado, outras correntes também devem apresentar suas visões do processo eleitoral. As lideranças estão se reunindo durante esta semana justamente para elaborar o discurso a ser apresentado no encontro.
A definição que vem sendo esperada pelos meios políticos é a posição do partido em relação a Hartung, o que deve movimentar o encontro, embora não se espere que o partido saia de lá com uma definição. Isso porque a construção desse posicionamento pode trazer muita discussão interna.
Embora o presidente da sigla no Estado, João Coser, seja um interlocutor com governador eleito, grande parte da militância é contrária à entrada do partido no novo governo. Quando fortalecido, ele resolvia o caminho do partido em gabinete, mas uma vez tendo sido derrotado nas urnas, Coser não teria condições de enfrentar o conjunto do partido.
Para algumas lideranças, o partido se enfraqueceu no Estado desde que aceitou a participação no governo Paulo Hartung e durante o processo eleitoral houve muita divergência sobre a costura, que acabou deixando o partido isolado na disputa.

