A submissão do plenário da Assembleia Legislativa está aumentando à medida que se aproxima a o início do governo Paulo Hartung (PMDB). Depois de um encontro no Colégio de Líderes da Casa ficou combinado que os deputados enviariam todos os projetos para a equipe de transição avaliar se haveria ou não impacto financeiro sobre as contas do governo. Ao aceitar a ingerência, os deputados passam a ficar reféns da equipe de transição do governador eleito.
Embora o mandato do governador Renato Casagrande (PSB) só termine no dia 31 de dezembro, os deputados entendem que só podem ser aprovadas matérias que não gerem gastos para o próximo governo. A situação é tão internalizada pelo plenário que a sem a sinalização da equipe de transição, os deputados evitam votar projetos para não causar problemas.
Nessa segunda-feira (10) os deputados rejeitaram o requerimento de urgência do deputado Gilsinho Lopes (PR) ao projeto de lei que transforma o cargo de Fotógrafo Criminal e altera requisito para provimento de Agente de Polícia Civil.
O presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), enviou o projeto para a equipe de transição na semana passada, mas não houve qualquer sinalização em relação ao projeto. Diante do silêncio, os deputados entenderam que não deveriam aprovar a urgência. O projeto vai tramitar em regime normal e, o que atrasa a votação.
O deputado Gilsinho Lopes foi à tribuna reclamar da falta de atenção da equipe de transição em relação ao projeto. Muitos deputados tentaram justificar seus votos para a derrubada da do requerimento.

