Depois de ter o microfone cortado pelo presidente da Câmara de Vitória, Fabrício Gandini (PPS), nessa segunda-feira (29), durante a prestação de contas do prefeito Luciano Rezende (PPS), o vereador Reinaldo Bolão (PT) denunciou que recentemente sofrera outra “censura” da Câmara.
O vereador disse que vem tentando rebater as suspeitas que vêm sendo levantadas por Gandini, mas que está cerceado do seu direito de defesa. Ele conta que em 16 de dezembro foi publicada uma notícia no site institucional da Casa ressaltando que a Câmara previu pagamento de R$ 1,7 milhão a ex-vereadores; extinguiu contrato fantasma com empresa de informática; reduziu gastos com selos; e reduziu conta de energia elétrica.
Bolão, no entanto, afirma que a história não é bem essa. Ele conta que quando deixou a mesa diretora, em 2012, deixou saldo financeiro para o exercício de 2013 de R$ 1,7 milhão, sendo que R$ 1 milhão seria destinado para o pagamento de uma ação; R$ 700 mil deveriam ser devolvidos à prefeitura e outros R$ 47 mil seriam gastos em restos a pagar.
Diante da notícia no site institucional da Câmara, porém, o vereador escreveu um artigo, que cada vereador tem direito de publicar uma vez ao mês também no site institucional, mas não foi publicado.
Por conta da não publicação, Bolão enviou um e-mail para o diretor de Comunicação da Casa relatando que fora enviado um artigo para ser veiculado no espaço “Canal de Opinião”, já que na última semana seria o espaço do vereador, por conta do rodízio feito entre os vereadores.
Na comunicação, o vereador ressalta que qualquer omissão por parte do departamento não poderia ser interpretada de outra forma senão como censura, já que as informações presentes no artigo não mais são do que a resposta à notícia publicada no site institucional em 16 de dezembro.
Confira na íntegra o artigo do vereador Reinaldo Bolão não publicado no site da Câmara de Vitória
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As Mazelas da Câmara Municipal de Vitória
Tenho sido constantemente atacado pela atual Gestão da Câmara Municipal de Vitória, que de forma indiscriminada vem atribuindo a mim e a minha gestão enquanto Presidente, fatos inverídicos e que possuem a clara intenção de macular minha imagem.
Como se não bastasse a atuação desleal que vem sendo praticada, a atual gestão vem utilizando dos recursos públicos para desferir suas mentiras e inverdades. Recentemente, a mesma utilizou-se de espaço do site da Câmara Municipal de Vitória para veicular matéria jornalística de cunho sensacionalista e demagogo.
Foi insinuado de forma covarde que enquanto Presidente, minha gestão teria mantido um contrato fantasma, o que é uma inverdade. Inclusive, a investigação que está em andamento no Ministério Público foi requerida por mim, que sou o maior interessado em comprovar as mentiras que têm sido ditas em relação a mim.
Até porque, se prender em processos administrativos eivados de nulidades e sem qualquer imparcialidade no julgamento não nos parece razoável para atribuir à gestão passada a existência de um contrato fantasma. Pelo contrário, é ser leviano e ignorar que existem órgãos competentes e responsáveis pela análise e julgamento das contas públicas, que diga-se de passagem, foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo – Processo TCES nº 2451/2012.
Nessa mesma matéria, também foi sugerido que a atual gestão teria reduzido os selos de 1 Milhão para R$ 19.976,68, o que também não é uma verdade. De fato houve uma redução significante em relação aos selos, porém, esta redução é um trabalho que se iniciou nas gestões passadas.
Em 2011, quando assumi a Presidência da Câmara os recursos orçamentários previstos para gasto com serviços de comunicação em geral, onde entram as despesas do contrato com os Correios com o fornecimento de selos, eram de seiscentos mil, porém, no segundo ano de minha gestão, com a implantação do sistema de chancelas, esse valor foi reduzido para cento e vinte mil reais, ou seja, uma redução de quatrocentos e trinta mil reais.
Assim, o que se percebe é que apesar da atual gestão ser titular de grandes feitos, muitos deles não poderiam ter sido implantados e alcançados sem a contribuição da gestão passada, fato este que além de ignorado, também é constantemente omitido e manipulado se forma a favorecer o atual gestor e macular a imagem do passado.
Por fim, mas não menos importante, o suposto pagamento de 1,7 milhão que foi revisto para ex-Vereadores também é uma inverdade, pois quando da transição, a gestão passada informou que havia um saldo financeiro de R$ 1.747,473,05, sendo que, R$ 47.473,05 ficou destinado para os restos a pagar; R$ 700.00,00 deveriam ser devolvido ao Executivo Municipal e R$ 1 milhão ficaria reservado para aguardar o julgamento final do processo administrativo nº 6398/2012 e apensos. Vejam, em momento algum foi ordenado qualquer pagamento para ex-Vereadores.
Assim, o que vemos é que a atual gestão, fazendo muito bem uso da arte de manipular a verdade, como lhe é de costume, induz os leitores a conclusões baseadas em mentiras que possuem o condão de manchar a imagem de uns em detrimento de outros, o que é lamentável.
Independente disso, continuarei buscando o melhor para a Cidade de Vitória, ainda que para isso, tenha que suportar críticas e acusações que não refletem a realidade do que vivo, tanto como Vereador, como enquanto fui Presidente da Câmara Municipal de Vitória.
Seguirei com meu trabalho duro, honesto e alheio a represálias, confiando que o tempo será justo e sabedor de todas as coisas, prevalecendo o respeito e a responsabilidade pela gestão pública.
E vamos em frente, à espera de um ano repleto de bênçãos e conquistas. É o que deseja este Vereador para todos…
Um Feliz Natal e Próspero Ano Novo para todos!
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