O senador Ricardo Ferraço (PMDB) publicou nessa sexta-feira (5) um longo texto para defender seu mandato e justificar o voto favorável ao Projeto de Lei do Congresso (PLN) 36/2014, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o PLN 36. É que o parlamentar recebeu uma enxurrada de comentários negativos nas redes sociais pelo posicionamento.
Ferraço, que foi o coordenador da campanha de Aécio Neves (PSDB) no Espírito Santo e desde o início do mandato tem adotado uma postura de oposição ao governo federal, mesmo sendo do PMDB, base aliada, afirmou que não se tratou de um voto favorável ao governo, “que errou feio na política fiscal e perdeu por completo o controle das contas públicas”.
A justificativa de Ferraço foi um voto de confiança nos rumos já anunciados pela nova equipe econômica, como o fim das manobras fiscais, retomada do crescimento e controle rigoroso dos gastos e da inflação. “Não dá para apostar no quanto pior melhor. Nossa torcida tem que ser pelo Brasil”, disse o senador.
O senador reforçou no texto que conduz seu mandato com independência, movido por convicções pessoais. “A indignação da oposição e da grande maioria da população é absolutamente justa. Mas é preciso deixar claro que não aprovar a alteração da meta fiscal é uma atitude meramente política. Ela não vai corrigir em nada os erros da política fiscal do passado, nem vai acrescentar coisa alguma à política econômica”, esclareceu.
Para Ferraço, o anúncio das novas diretrizes aponta para uma política econômica mais transparente e responsável. Ele lembrou ainda que ajustes nas metas fiscais já ocorreram no passado: no segundo mandato do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2001; no segundo mandato do governo Lula, em 2007 e 2010; e mesmo neste primeiro mandato do governo Dilma, em 2013.
O senador destacou que o momento não é de prolongar as disputas eleitorais. “Não podemos, nesse momento, ser movidos por paixões ou lutas político-partidárias. É hora de deixar rancores eleitorais de lado e de nos unirmos em torno de uma agenda positiva para o país. Não sou da política do ‘quanto pior melhor’. Porque, quando a economia piora, quem sai prejudicado somos todos nós, são todos os brasileiros. Se a equipe econômica acerta, todos saímos ganhando”, disse.

