A escolha do novo corregedor da Assembleia Legislativa seria nesta quarta-feira (11), mas o impasse sobre a escolha continua e a definição deve ficar para depois do Carnaval. Enquanto a Assembleia não definir todos os cargos, a pauta segue sem projetos a serem analisados e o bloco partidário não poderá ser desfeito.
A disputa chamou a atenção do mercado político para um cargo sem muita expressão na Assembleia nos últimos anos. Não que os deputados tenham se comportado bem nos últimos anos, mas o perfil corporativista da Casa tem trazido aos corregedores mais desgaste do que glórias.
Na última década, várias denúncias foram feitas contra deputados estaduais por quebra de decoro, mas os processos geralmente são arquivados. Nos últimos anos, a maior visibilidade da Corregedoria aconteceu durante o chamado esquema das Associações, quando o ex-deputado Giovani Silva até tentou mostrar serviço, mas no fim das contas todos os denunciados foram inocentados.
A corregedoria também vacilou no episódio da denúncia contra do ex-deputado Wolmar Campostrini, que só não foi preso na operação Auxílio-sufrágio por causa da imunidade parlamentar. Isso aconteceu em abril de 2008, mas o processo administrativo contra o deputado não incomodou o parlamentar durante todo o mandato. A condenação, pela Justiça Federal, saiu no início deste mês.
Mesmo sendo um cargo de pouca expressão em tempos de tranquilidade, e de desgaste em meio a denúncias, a função de corregedor vem sendo disputado acirradamente, mas por questões políticas diferentes.
Nos meios políticos os comentários são de que apesar de o espaço ter sido discutido com o deputado Sandro Locutor (PPS), o deputado novato Hudson Leal (PRP) reivindica o espaço.
Nessa segunda-feira (9), o líder do bloco Rodrigo Coelho (PT) tentou explicar o impasse, dizendo que o deputado Hudson Leal entrou atrasado no processo. Ele explicou que o deputado do PRP, havia manifestado interesse pelo cargo, mas não ingressou no blocão. Como Sandro Locutor aderiu ao bloco antes, a vaga havia sido discutida com ele.
Mas algumas lideranças acreditam que há uma movimentação palaciana em represália aos deputados que faziam parte do bloco que buscava independência da Casa. Esses deputados foram alijados das presidências das principais comissões e de outros cargos de destaque no Legislativo estadual.

