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Sem êxito em manobra pró-Hartung, Juninho deixa direção do PPS

A saída do prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho, da direção do PPS capixaba, para os meios políticos, foi uma sinalização de que falhou a tentativa do prefeito de mudar o rumo do partido na eleição do próximo ano. Juninho, que segundo lideranças de Cariacica tem uma ligação forte com o grupo do ex-governador Paulo Hartung e do senador Ricardo Ferraço (ambos do PMDB), não gostou da decisão do Congresso Estadual do PPS.
 
No encontro realizado no último domingo (24), os membros do partido reelegeram o prefeito de Vitória Luciano Rezende para a presidência da sigla no Estado, além de definir o apoio ao presidenciável socialista, o governador de Pernambuco Eduardo Campos.
 
Isso significa, em termos de política local, que o partido vai apoiar a reeleição de Renato Casagrande. Mas o prefeito de Cariacica está no grupo que apoia o palanque do ex-governador Paulo Hartung, que seria o nome do PMDB na disputa pelo Palácio Anchieta no próximo ano.
 
Juninho, que não foi ao Congresso Estadual, disse não ter sido consultado sobre o posicionamento e por isso estaria insatisfeito com a decisão. Mas o apoio do presidente nacional da sigla, deputado Roberto Freire, à decisão do PPS estadual, mina as possibilidades de virada de mesa dentro do partido. 
 
Na disputa passada pelo controle do partido, em que Juninho disputou a eleição com Luciano, ele tentou virar o jogo por cima. O que se comentava nos bastidores era que Freire veio ao Estado depois de muita reclamação vinda do grupo de Juninho sobre a condução do partido por Luciano. Naquele momento, o deputado federal pôde esclarecer as coisas em conversas com as lideranças do partido.  Este ano, Juninho sequer tentou enfrentar Luciano Rezende internamente, tanto que o prefeito de Vitória disputou sozinho a recondução ao comando do partido e só restou ao colega prefeito deixar o cargo de direção que ocupava no PPS. 
 
O fato é que o prefeito de Cariacica precisa aumentar seu capital político para conseguir influir no jogo eleitoral de 2014, para isso precisa melhorar sua gestão e conseguir a reeleição em 2016. Mas uma série de atropelos no início de seu governo dificulta esse crescimento. 

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