O movimento dos vereadores de Vitória, apontando para uma possível renúncia dos membros da Mesa Diretora da Casa, eleita em junho passado, foi, para os meios políticos uma demonstração de insatisfação com o prefeito Luciano Rezende (PPS) e um teste para o presidente eleito Namy Chequer (PCdoB). A manobra não pode ser realizada porque para haver nova eleição os sete membros da Mesa eleita, incluindo o presidente, precisariam renunciar aos cargos.
Os vereadores têm mostrando insatisfação com o Executivo, e decidram mandar um recado para Luciano. Eles se queixam que o prefeito não tem atendido as demandas de suas bases. Já o teste com Namy serviu para observar se o vereador será um presidente voltado para os interesses da Câmara ou um nome submisso ao prefeito.
Hoje os legisladores se queixam da relação próxima do vereador Fabrício Gandini (PPS), o atual presidente, com o Executivo, o que muitas vezes prejudica as movimentações políticas dos vereadores. Outro fator que vem causando tensão na Casa é a relação ambígua entre o prefeito Luciano Rezende e o governador eleito Paulo Hartung.
Há uma tentativa de aproximação do prefeito com o governador eleito, que vem mantendo silêncio sobre o tema, mas que deixa a movimentação seguir. Essa indefinição deixa os vereadores apreensivos, sobretudo porque em meados do próximo ano, começam as movimentações da disputa de 2016. Nesta indefinição os vereadores ficam do lado de Paulo Hartung e isso pode trazer problemas futuros para o prefeito na relação com a Câmara.
O presidente eleito Namy Chequer manteve sua postura e vem conversando com os vereadores no sentido de garantir o fortalecimento da Casa na nova conjuntura. Além dele, foram eleitos, em junho, Vinícius Simões (PPS), Rogerinho Pinheiros (PHS), Wanderson Marinho (PRP), Davi Esmael (PSB), Neuzinha Oliveira (SDD) e Zezito Maio (PMDB), respectivamente, primeiro, segundo e terceiro vices-presidentes e secretários.
O consenso em torno do nome do comunista não foi estabelecido apenas em função de acordos políticos, mas porque os parlamentares entenderam que Namy é a liderança mais qualificada para assegurar a independência da Casa durante o processo sucessório municipal de 2016.

