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Vacinação com a Pneumo-20 em crianças tem início no Estado

Municípios receberam 10,8 mil doses, que protegem contra pneumonia e meningite

Paulo Pinto/ABr

Os municípios capixabas iniciaram, nesta quinta-feira (11), a imunização em crianças de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade, com a pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), a Pneumo-20. A vacina foi recentemente incorporada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e passa a compor o Calendário de Vacinação das Crianças. O Espírito Santo recebeu 10,8 mil doses do Ministério da Saúde, distribuídas na região metropolitana e no interior.

O imunizante Pneumo-20 protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, principal causadora de doenças graves, como pneumonia e meningite, responsáveis por hospitalizações, sequelas e óbitos.

A vacinação será adotada de forma gradativa, em substituição à pneumocócica conjugada 10-valente (Pneumo 10). Neste primeiro momento, chamado de transição, a estratégia, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, será formado pelo esquema básico de D1 de Pneumo 20 aos 2 meses, a D2 de Pneumo 10 aos 4 meses, e o reforço de Penumo 20 aos 12 meses.

Essa estratégia segue até o esgotamento das doses de Pneumo 10. Posteriormente, o esquema será feito exclusivamente com a Pneumo 20. Caso a criança esteja com esquema em atraso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orienta a atualização o mais breve possível, até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

“Essa é uma estratégia importantíssima para ampliação da proteção das nossas crianças. Estamos dobrando a proteção com mais 10 sorotipos, além dos 10 já existentes na Pneumo10. E isso é um ganho enorme para o SUS e para a proteção e para a saúde das nossas crianças”, destaca Danielle Grillo, referência técnica do Programa Estadual de Imunizações (PEI).

Além de ser incorporado ao Calendário das Crianças, o imunizante também está disponibilizado para casos específicos no âmbito da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE), incluindo idosos com 60 anos ou acamados e institucionalizados sem esquema vacinal completo, e povos indígenas sem histórico vacinal com pneumocócica conjugada.

Outros grupos que também têm direito são: pessoas vivendo com HIV/Aids; pacientes oncológicos com doença em atividade ou até alta médica; transplantados de órgãos sólidos; transplantados de células-tronco hematopoiéticas (TCTH); terapia Cart-cell (receptor de antígeno quimérico da célula T); asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas; imunodeficiências primárias ou erro inato da imunidade; fístula liquórica e derivação ventrículo peritoneal (DVP); e imunodeficiência devido à imunodepressão terapêutica.

Também podem vacinar pessoas com implante coclear; nefropatias crônicas/hemodiálise/síndrome nefrótica; pneumopatias crônicas, exceto asma intermitente ou persistente leve; asma persistente moderada ou grave; cardiopatias crônicas; hepatopatias crônicas; doenças neurológicas crônicas incapacitantes; trissomias; diabetes; doenças de depósito; prematuros (< ou = 36 semanas e seis dias) até 23 meses de idade; e fibrose cística (mucoviscidose).

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