Terça, 25 Junho 2024

Crime do sindicalista: executor continua foragido

Crime do sindicalista: executor continua foragido

Completada uma semana da fuga do detento Diego Ribeiro Nascimento, um dos executores do sindicalista Edson José dos Santos Barcellos, em Conceição da Barra (norte do Estado), a operação para a recaptura está em andamento. Diego, considerado um preso de alta periculosidade, fugiu do Hospital São Camilo, em Aracruz,  após dar entrada com quadro de infecção urinária. 

 
As equipes da Polícia Civil estão varrendo o norte do Estado, em busca de pistas que levem ao paradeiro do foragido. As circunstâncias em torno da fuga de Diego também estão sendo apuradas. 
 
Informações dão conta de que o detento não estava algemado no momento da fuga e que o agente que o acompanhava deu quatro depoimentos com versões diferentes do fato. Ao ser informada da evasão do detento, a Polícia Civil iniciou uma operação para a recaptura dele, destacando duas equipes para as buscas ao foragido, que foi para o interior do município de Aracruz.
 
Durante as investigações a respeito da fuga, os policiais descobriram que Diego teria passado por um bar em Aracruz, que também funciona como boca de fumo, ligada às pessoas relacionadas ao crime. Além disso, o dono de um bar da região disse que ouviu do foragido que ele estava a caminho de Conceição da Barra. 
 
Na manhã de quinta-feira (4) surgiram rumores de que Diego havia sido assassinado no município de São Mateus, mas foi verificado que não passavam de boatos. 
 
O prefeito reeleito de Conceição da Barra, Jorge Donati (PSDB), foi denunciado pelo mando na morte do sindicalista.  O foragido Diego Ribeiro, acusado de ser um dos executores, em depoimento à Polícia Civil, confessou que foi contratado por intermédio de Oséias Oliveira da Costa para matar o sindicalista, pela quantia de R$ 7 mil, “a mando de um peixe grande que chamava Jorge Donati”. O outro investigado pela autoria do crime é Rodolpho Nascimento do Amaral Ferreira.
 
Edson Barcelos foi sequestrado quando deixava a sua casa em Conceição da Barra, no dia 5 de julho de 2011. O sindicalista foi encontrado morto, no dia seguinte, com sinais de execução, em meio a uma plantação de eucaliptos nas imediações do município barrense. No local, teve os pés e as mãos amarradas, os olhos vendados e a boca amordaçada. Sem chances de defesa, a vítima foi morta com um tiro na testa.
 
Em 18 de julho deste ano, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) acatou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPES) que aponta Donati como o mandante do crime do sindicalista. Donati foi acusado de homicídio qualificado.

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