Após meses no final da fila, Rose de Freitas vê pré-candidatura ao Senado cair no próprio colo

A ex-senadora Rose de Freitas (MDB) ressurgiu em 2025 em meio às efervescências do debate eleitoral antecipado no Espírito Santo, para reivindicar a pré-candidatura ao mesmo cargo no bloco do governador Ricardo Ferraço (MDB), e, portanto, em dupla com Renato Casagrande (PSB). A investida gerou embate partidário com o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), até então em plena movimentação para assumir o palanque, e por meses a situação ficou assim. O tempo passou, os avanços das alianças tiraram Euclério do caminho, e entrou a superfederação União Progressista (UP), grande o suficiente para reivindicar o espaço, tendo à frente o deputado federal Da Vitória. Rose de Freitas não desistiu, mas ficou por ali no final da fila no campo estadual, enquanto se movimentava por cima, leia-se pela Nacional, onde exerce forte influência. O tempo novamente passou e, recentemente, Da Vitória também desistiu do projeto, optando pela reeleição. O nome de outro deputado federal, Gilson Daniel, líder do Podemos, chegou a aparecer, mas o plano igualmente não vingou: ele também não quer encarar a empreitada. Com a sequência de desistências para uma disputa que se desenha congestionada e acirrada, Rose avançou para a primeira posição, depois de um longo “mergulho” da vitrine política capixaba desde 2022, quando sofreu uma derrota eleitoral e protagonizou um resultado catastrófico à frente do MDB no Estado. Não há dúvidas de que a ex-senadora tem trajetória suficiente para disputar o cargo, a questão não passa por aí. Mas até outro dia, ela era considerada uma aposta fracassada, a pesar, também, o momento de ascensão eleitoral das outras lideranças do bloco palaciano. Agora o jogo virou, e a ex-senadora vê a pré-candidatura cair no seu próprio colo. Se nada mudar nos próximos meses – não se pode duvidar das nuvens da política -, lá vem Rose de Freitas, reedição 2026!
Cadê?
Um obstáculo que se fixa de imediato tem a ver justamente com o título desta nota. Cadê Rose de Freitas? A ex-senadora, desde já, tem que aparecer para o mercado e o eleitorado. As peças se movimentam adoidado há muito tempo, em especial no campo da oposição.
Último teste
Na eleição passada, Rose disputou a vaga no palanque de Casagrande ao governo. Em nome desse projeto, sacrificou o MDB, que perdeu seus últimos sobreviventes e ficou sem chapa à Câmara Federal. Para a Assembleia Legislativa, também lançou nomes fracos. Rose era a única boia de salvação, mas perdeu para Magno Malta (PL) – chegou a 38,17% dos votos, atrás dos 41,95% do bolsonarista.
Espaços
Quem foi escalado para reerguer o partido, vale lembrar, foi o próprio Ricardo, por decisão da Nacional, após Lelo Coimbra entrar em campo para tomar o partido de Rose. Hoje sob comando de Euclério, o MDB, por ora, está melhor que antes. Tem os cargos de prefeito e de governador, e ganhou dois deputados estaduais, Mazinho dos Anjos e Vandinho Leite, candidatos à reeleição. Veremos o resultado de outubro!
Nem se compara
A Câmara de Vitória tem dado de 10 a zero na Assembleia Legislativa nos quesitos assiduidade, trabalho e debates políticos. As sessões rendem e, muitas vezes, seguem até o final do prazo. A Assembleia raramente tem passado de uma hora de sessão. Nas duas Casas, há candidatos do pleito deste ano.
Teoria e prática
Depois de impor regras, cortes de salários, etc. e tal, que não adiantaram de nada, o presidente da Assembleia, Marcelo Santos (MDB), se reuniu com representantes do Colégio de Líderes nesta terça-feira (16), sob argumento de “alinhar as normas” durante a campanha, que começa oficialmente no dia 16 de agosto. Lá pelas tantas falou assim…
Teoria e prática II
…“o mandato não entra em pausa porque é ano eleitoral. As demandas da população continuam chegando, os projetos seguem sendo debatidos e o trabalho da Assembleia precisa continuar normalmente”. Para muitos, porém, já entrou em pausa desde o ano passado, e os que raramente faltam, dá pra contar nos dedos.
‘Carro-chefe’
Com a marca de “Time Lula ES”, o PT vai percorrer o interior para lançar suas candidaturas deste ano. Já se espalha nas redes sociais o convite para o evento de São Mateus, no norte do Estado, com fotos do “carro-chefe” do partido, Helder Salomão e Fabiano Contarato, palanques majoritários ao governo e ao Senado. Será no próximo dia 27, às 9 horas, no Espaço de Angeli.
Nas redes
“Por que a transformação em Vitória incomoda tanto a velha política do ES? Porque mostra que dá pra fazer diferente. Onde mandava facção, hoje brincam crianças. Quem esperou 16 anos pela casa, finalmente recebeu a chave. Antes abandonado, agora cartão postal do Espírito Santo (…) como delegado, provei. Como prefeito, provei de novo. Agora é pelos 78 municípios. Pelos 4 milhões de capixabas (…)”. Pazolini e o discurso de campanha propagado em vídeo oficial de candidatura.

