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Em busca dos suplentes perfeitos

O jogo eleitoral em torno das suplências de senador; o retrospecto recente do cenário capixaba; atualizações da Câmara de Vitória; e mais

Pedro França/Agência Senado

Escolhas

Uma questão importante em relação à disputa para o Senado Federal diz respeito à escolha dos suplentes dos candidatos. Dos 11 que estão na disputa, sete já indicaram nomes para compor as duas suplências: com Callegari (DC) estarão Bruno Lourenço (PRD) e Priscila Ramos (SD); com Fabiano Contararo (PT), Evani Reis (PT) e Neio Pereira (PCdoB); com Leonardo Monjardim, Kítia Perciano e Dr. Vinicius Fregonazzi (todos do Novo); com Marcos do Val, Silvia Suassuna e Sargento Goes (todos do Avante); com Maguinha Malta, Cabo Cassoto e Nerleo Caus (todos do PL); com Professor Fabian, Toni Cabano e Wilson Junior (todos do Psol); e com Rose de Freitas, Wendell Lima e Elma Lagasse (todos do MDB). Evair de Melo (Republicanos), Renato Casagrande (PSB), Rodney Miranda (PRTB) e Sergio Meneguelli (PSD) deixaram essas definições para depois (o ex-deputado estadual Marcelo Coelho, do PP, tem sido apontado como o escolhido de Casagrande como primeiro suplente). As escolhas também poderão mudar. Monjardim, por exemplo, tem sido considerado como possível candidato a governador, o que alteraria o cenário. Além disso, existem as demais articulações para acomodar aliados nas chapas, que seguem até o prazo final para registro das candidaturas: sábado (15).

Relevância

A escolha de um suplente de candidato a senador pode parecer irrelevante, mas tem seu peso. O maior exemplo disso foi quando Renato Casagrande deixou o mandato de senador após ser eleito pela primeira vez como governador, em 2010, e quem assumiu no seu lugar foi a ex-vereadora de Vila Velha Ana Rita Esgário (PT), até então uma figura pouco conhecida no cenário político-eleitoral estadual. Inclusive, Ana Rita tentou pegar carona na visibilidade alcançada e se candidatou a deputada estadual, em 2014, mas não foi eleita. 

Licença de Marcos do Val

Além disso, o mandato no Senado é de oito anos, e muita coisa pode acontecer nesse período. Em 2025, Marcos do Val tirou uma licença de saúde de 120 dias do Senado, a partir de um acordo da Casa para a retirada de medidas cautelares pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – conforme noticiou a imprensa nacional na ocasião. Mas existiu a possibilidade de Do Val ser suspenso por seis meses e, nesse caso, seria convocada a primeira suplente, Rosana Foerst (Cidadania), figura ligada ao grupo governista estadual e com agenda contrária à do titular do mandato. Nas eleições de 2018, o senador contou com o apoio de Renato Casagrande, mas, passado o pleito, se alinhou ao bolsonarismo. Marcos do Val também chegou a anunciar uma licença em 2023 e depois recuou.

Contarato e o petismo

No caso de Fabiano Contarato, eleito junto com Marcos do Val, houve mudança partidária importante após o pleito de 2018: migrou da Rede Sustentabilidade para o Partido dos Trabalhadores (PT). Inclusive, muita gente interpretou a movimentação como “estelionato eleitoral” – apesar de a mudança partidária ter acontecido dentro do próprio campo progressista. Os suplentes dele são a empreendedora Ana Paula Tongo (MDB) e o advogado Bento Adeodato (Rede), duas pessoas negras com perfil ideológico (aparentemente) similar ao de Contarato, mas que hoje estão em siglas que circulam por outros campos políticos.

Magno e o bolsonarismo

No caso de Magno Malta, senador que não precisará tentar reeleição, os suplentes são Marcinha Macedo (PL), professora ligada ao segmento evangélico, e Tenente Emerson (PTB), presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Espírito Santo (ABMES). Nos últimos tempos, Magno tem se preocupado mais em manter a hegemonia bolsonarista no campo da direita do que em fazer alianças amplas, algo que ambém se reflete na escolha das suplências. 

Disputa de suplentes

Recentemente, Leonardo Monjardim fez críticas públicas a Evair de Melo por supostamente tentar atrair filiados do Novo para a suplência do candidato a senador do Republicanos. Se isso se confirmar, a candidatura de Monjardim se inviabiliza, já que o Novo entraria na coligação PL-Republicanos. Ou seja, mais um exemplo de como a escolha de suplentes movimenta peças no jogo eleitoral.

Mara Maroca com Pazolini

A vereadora de Vitória Mara Maroca (PP) confirmou em discurso na Câmara, nesta quarta-feira (12), que vai apoiar Lorenzo Pazolini para governador, apesar de seu partido estar com Ricardo Ferraço (MDB). Maroca afirmou que conta com a “compreensão” do deputado federal Da Vitória, presidente estadual do Progressistas. Ela disse ainda que “tem admiração por Ferraço”, mas que a gestão de Pazolini trouxe “melhorias para a Grande São Pedro e bairros periféricos”. Atualmente, a vereadora é vice-líder do Governo da prefeita Cris Samorini (PP), que também vai na contramão da União Progressista e apoia o ex-prefeito da capital.

Proposição de Baiano do Salão

Na sessão da Câmara de Vitória desta quarta, o 1º secretário, Davi Esmael (Republicanos), leu no expediente uma solicitação de sessão solene do vereador Baiano do Salão (Podemos), atualmente em licença por conta da repercussão causada por sua condenação por estupro de vulnerável. O próprio Davi pediu “questão de ordem” para que o requerimento fosse votado em separado, tendo em vista o “constrangimento” da situação. O presidente Anderson Goggi (Republicanos), lançando mão do Regimento Interno, descartou o pedido de Baiano, argumentando que ele não está exercendo o mandato.

Plano de governo de Helder

O candidato a governador Helder Salomão (PT) realizará nesta quinta-feira (13) a apresentação oficial de seu plano de governo. O documento é composto por seis princípios e 11 eixos norteadores e, segundo a assessoria do candidato, é o resultado de um processo de construção coletiva que começou em 2025. Nele constam sugestões de populares, lideranças políticas, especialistas, integrantes de instituições e entidades da sociedade civil, representantes de movimentos sociais e empresariais. O evento será no Clube de Pesca (Mar e Terra), no bairro Mario Cypreste, em Vitória, a partir das 19h.

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