Um questionamento interessante foi levantado pelo leitor da Coluna sobre a condição eleitoral do prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS) para 2018. Ele destaca que o prefeito tem um partido considerado pequeno, não tem bagagem política e articulação com apoios importantes. Tudo verdade. Ele pede que a Coluna explique melhor essa condição.
No entender da Coluna, não é a força política de Luciano Rezende que o credencia para a disputa estadual de 2018, mas a falta de condição das demais lideranças que acaba limpando o campo e levando a disputa para um segundo pelotão, em que está o prefeito de Vitória e aí sim, melhor posicionado para 2018.
De um lado, o governador Paulo Hartung vem acumulando desgastes para 2018. Também não parece muito disposto a apostar em seu sucessor natural, o vice-governador César Colnago (PSDB). Poderia ter Ricardo Ferraço (PSDB) como candidato, mas ele tem dificuldade de votos para essa empreitada. Tanto que Magno Malta está tentando alavancar a imagem do senador, que fora do Estado é forte, mas no eleitor capixaba ainda não pegou.
O ex-governador Renato Casagrande, além do desgaste da planície tem muita dificuldade em conseguir apoios necessários para enfrentar um candidato palaciano. A senadora Rose de Freitas (PMDB) está no meio do caminho, mas no PMDB fica limitada pela presença de Hartung e com o grupo de Casagrande tem a incerteza sobre as articulações do outro lado.
Neste sentido, o caminho fica aberto para Luciano que ganha em visibilidade ao enfrentar o governador, mesmo que indiretamente, passa longe das lideranças políticas, que hoje não estão bem com o eleitorado. No cenário atual, quanto menos apoio de lideranças de destaque, melhor. O PPS é um partido pequeno e que ainda tem um problema de divisão das suas maiores lideranças, já que Juninho, o prefeito de Cariacica, está no grupo do governador Paulo Hartung.
Mas, no segundo pelotão, o prefeito de Vitória pode atrair o apoio de seus vizinhos, Audifax Barcelos (Rede), na Serra, e Max Filho (PSDB), em Vila Velha, que também se movimentam para 2018, mas que, na percepção da Coluna, trabalham juntos em uma possível composição de novas lideranças.
Isso não significa que ele está eleito, ou mesmo que virá a disputar. Muita coisa pode acontecer em 2017, mas se tudo continuar como aponta o cenário atual, esse pode ser mais um vácuo aproveitado por Luciano.
1 – Ao começar a negar movimentos para a disputa ao governo do Estado em 2018, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) alivia a pressão para disputar e correr o risco de sofrer um novo revés.
2 – Enquanto a justiça eleitoral não fala nada, nesta segunda-feira (3) os senadores Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PMDB) participam de mais um showmício. Será na Praça de Feu Rosa, a partir das 19 horas, com várias atrações musicais.
3 – A deputa federal Norma Ayub (DEM) realizou um sonho na última quinta-feira (30). É que, ao tomar posse, a demista revelou que gostaria de conhecer o juiz Sérgio Moro. Na última quinta, ela não só conheceu como entregou a ele cópias da documentação referente à Operação Derrama. Norma foi uma das prefeitas presas durante a operação, e agora quer provar que a cobrança de impostos a empresas devedoras era legal.