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Clima pesado

Os deputados estaduais sorriam, davam tapinhas nas costas, beijinhos na hora dos cliques, mas o ambiente pesado que antecedeu a definição da nova Mesa Diretora da Assembleia, nessa quarta-feira (1), podia ser percebido em alguns semblantes e em indiretas disparadas no plenário. Sinal de que os próximos dois anos podem não ser de mar tranquilo como se esperava.

Desde o ano passado, o clima no plenário não é o melhor do mundo. O atendimento de alguns deputados em detrimento de outros, nas emendas, causou insatisfações. Com as movimentações para a formação da chapa única, as brigas pelas vagas na Mesa também ajudaram a dar uma piorada no clima.

Entre os servidores da Casa, o clima não é melhor. Theodorico Ferraço (DEM) já assinou vários atos, provavelmente, as exonerações dos servidores em cargo comissionado, o diário será sangrento e o novo presidente já deu a dica de que não vai escolher onde vai disparar: “Ninguém é insubstituível”, disse Erick Musso (PMDB) sobre a possibilidade de mexer sim nos cargos técnicos da Casa.

A frase ressoa nos corredores silenciosos da Assembleia no “Day After” da eleição da Mesa Diretora. O governo que trabalhou intensamente na escolha do novo comando da Casa, agora tenda dizer que não teve nada com isso. Como não teve? Com deputados magoados, servidores amedrontados e uma incerteza sobre a possibilidade de a nova Mesa segurar a barra das pautas-bombas previstas para os próximos dois anos, o ambiente está carregado na Assembleia.

Observemos também o que pode acontecer com o convite a Theodorico Ferraço para sentar-se ao lado de José Esmeraldo (PMDB). Será que os pedidos do filho, o senador Ricardo Ferraço (PSDB), serão mais fortes do que a influência explosiva de Esmeraldo. O recado ao Palácio já foi dado, vai seguir seu caminho, mas separado do governador Paulo Hartung. Para bom entendedor…

Fragmentos:

1 – O prefeito de Cariacica Juninho (PPS) casou-se nessa quarta-feira (1) em cerimônia ministrada pelo arcebispo de Vitória, Dom Luiz Mancilha, acompanhado dos padres das Paróquias do Bom Jesus, Bom Pastor, Maria Goretti e Comunidade Arautos do Evangelho. É mole?

2 – O senador Magno Malta (PR) diz que não desiste do sonho de ser presidente, mas sabe que seu partido não tem projeto de Poder. Se algum partido oferecer legenda ele topa. E aí, quem se habilita?

3 – Do deputado Sérgio Majeski (PSDB) sobre seus dois anos de mandato: “Tudo está montado para que a gente canse e desista ou passe a fazer o que a maioria faz. E parte da população nada acompanha e tudo critica, mas felizmente uma parte cada vez maior acompanha e está atenta”.

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