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Colcha de retalhos

As mudanças na equipe de Paulo Hartung (PMDB) mostram que o governador parte para uma estratégia de fortalecer seu grupo para a disputa eleitoral de 2018. E reforça uma ideia que os meios políticos já sabem muito bem. Isso não guarda qualquer relação com movimentos partidários.

Os novos secretários vêm do DEM, PT, PDT e PSD. Uma sopa de letrinhas que mostra que o governo não tem uma linha ideológica-partidária definida, apenas o pragmatismo e a busca de blindagem com os aliados.  O governador dá sinais de que pode sair do PMDB, mas para qual desses partidos? Talvez para o PSD, já que no PSDB a porta foi fechada.

Ao anunciar que pretendia deixar o PMDB, disse estar próximo à ideologia da social democracia. Isso é só um subterfúgio. Hartung não acredita em partidos, já deixou isso bem claro, se pudesse ficaria sem nenhum, mas a candidatura avulsa ainda é proibida no Brasil. Mas se para Hartung os partidos são descartáveis, para os partidos a entrada do governador deixa de ser um bom negócio.

O PSDB já entendeu isso e bateu o martelo, o que criou uma situação complicada entre o peemedebista e o vice-governador César Colnago, sua liderança aliada no partido. No PT nem ele quer entrar e nem a base aceitaria, mas sua base de apoio é o núcleo de João Coser, que hoje está no governo, com Carlos Casteglione e Leonardo Deptulski, que nem PT mais é.

No PDT, por um lado existe insatisfações dos deputados estaduais e , outro, Sérgio Vidigal é a aliado, mas daí a querer Hartung entre seus quadros é outra coisa. Vidigal é a principal liderança do partido e seu objetivo é voltado para a Serra, apenas. Estando Hartung no partido, os objetivos seriam outros e isso não é interessante.

Neste sentido, o viés político da equipe de Hartung tem relação com outros movimentos. Evidentemente, que Rodney Miranda leva o DEM para o palanque de Hartung, que Neucimar Fraga também atrai o PSD, e o PDT vai depender dos objetivos de Vidigal em 2018. O rol de siglas serve para tentar desidratar o grupo que se aglomera em torno de Renato Casagrande (PSB), mas apoio partidário, mesmo, é outra coisa.

Fragmentos

1 – O deputado Lelo Coimbra (PMDB) aproveita o carnaval para ler e encontrar os amigos na folia. Um refresco antes de assumir a dura tarefa de líder da maioria na Câmara dos Deputados. Não vai ser nada fácil, se depender as pautas-bombas que vêm pela frente.

 

2 – Com o feriadão do Carnaval, as últimas arestas em relação à acomodação dos deputados estaduais nas comissões permanentes ficam para a próxima semana. Está quase tudo certo para fora da Casa, mas internamente não tem nada certo.

3 – O deputado federal Carlos Manato (SD) vai apresentar a quebra do sigilo telefônico para provar que não investiu politicamente na greve da Polícia Militar. Mas o estrago na imagem já foi feito. Se bem, que se tratando de Manato, nunca se pode fechar a tampa do caixão.

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