quarta-feira, fevereiro 11, 2026
26.9 C
Vitória
quarta-feira, fevereiro 11, 2026
quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Leia Também:

Deixa pra lá

A delação dos ex-executivos da Odebrecht pegou uma boa camada das lideranças políticas do Estado, a maioria entre os nomes de cotação para as disputas ao governo e ao Senado no próximo ano. Passado um mês do estouro da bomba, algumas lideranças começam a buscar a recuperação das imagens, cada um à sua maneira, o que sugere que o projeto 2018, não foi abortado.
 
As lideranças apostam na fraca memória do eleitorado para se viabilizar. Já saem às ruas e buscam aumentar suas capilaridades, com a ajuda das máquinas ou das movimentações em redes sociais e a aproximação com as bases. Boa parte no interior do Estado.
 
Como há sinais de que a coisa não vai andar para o lado das lideranças estaduais na Justiça nacional, a coisa vai caindo aos poucos no esquecimento. Mas e os adversários? Bom, difícil vai ser encontrar um nome no cenário que saiu ileso e que pode usar esse discurso contra os nomes atingidos.
 
Nem o governador Paulo Hartung (PMDB), nem o ex-governador Renato Casagrande (PSB) vão querer mexer com isso. Hartung voltou às ruas, no interior, aos poucos e usa a máquina para fazer entregas. Casagrande ainda acredita que sua simpatia vai ser suficiente para voltar ao governo. Mas está na planície e não se sabe o estrago disso em seu capital.
 
A coisa também respinga nos prefeitos de Vitória, Luciano Rezende (PPS), e da Serra, Audifax Barcelos (Rede). No caso de Luciano, que busca ampliar sua imagem para além de Vitória, a bomba poderia vir do adversário em 2016, mas se Amaro Neto (SD) foi candidato ao Senado deve ser o parceiro de Hartung, então não há interesse em usar isso contra Luciano.
 
Audifax Barcelos não vai disputar contra Sérgio Vidigal (PDT), por isso, não há motivo para que esse confronto aconteça. Se bem que na Serra, a história é diferente. A maior dificuldade de Audifax, porém, está no fato de que seu partido ainda precisa ser organizado e ganhar musculatura no Estado. Um ponto frágil seria o senador Ricardo Ferraço (PSDB), mas a fragilidade dos demais pode acabar protegendo o tucano também.
 
Sobram dessa peneira os senadores Magno Malta (PR) e Rose de Freitas (PMDB). Malta caminhou de mãos dadas com Ferraço até pouco tempo atrás, vai ser estranho se sair disparando. Ele também trabalha uma avaliação sobre o melhor espaço para a disputa ou ao lado de Paulo Hartung ou ao lado de Renato Casagrande. Daí, não seria interessante investir nesse discurso.
 
Rose de Freitas é do PMDB e ligada mais ao PMDB nacional do que ao local. O partido também foi um dos mais atingidos pelas bombas da Odebrecht, o que também não torna essa bandeira atrativa.
 
Fragmentos:
 
1 – Em entrevista ao jornal Tempo Novo, da Serra, o deputado estadual Jamir Malini (PP) afirmou que sob sua liderança foi um momento de maior tranquilidade no decorrer dos trabalhos para aprovação dos projetos. Até opositores ao governo votaram a favor de matérias palacianas.
 
2 – O vice-líder do governo que parecia não interessado na titularidade do cargo parece ter gostado da experiência. Uma coisa é certa, foi bem mais delicado que Gildevan Fernandes (PMDB) no trato com os colegas. Agora, se isso pode ameaçar a indicação de Rodrigo Coelho (PDT) para o cargo, isso é outra coisa.
 
3 – Pergunta que não quer calar: no evento de Pinheiros, com o tucano Geraldo Alckmin, o também tucano Ricardo Ferraço se escondeu atrás das autoridades ou foi escondido?

Mais Lidas