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Recado da base

O movimento sindical capitaneado pela Construção Civil, diga-se de passagem a única que tem posto a cara na defesa do partido, levou o diretório do PT da Serra, com méritos. Isso porque a tendência majoritária menosprezou o trabalho do movimento sindical. A chapa encabeçada por Miguel Júnior, da CNB, conseguiu 321 votos contra 319 da chapa de Nego da Pesca, do movimento Pra Voltar a Sonhar. Mas no número de delegados para o Congresso Estadual, de maio, a segunda chapa saiu vitoriosa: 310 contra 233 votos.
 
O resultado deixou claro que a base não concorda com a permanência do partido em governos golpistas. A tendência majoritária por lá está atrelada ao prefeito Audifax Barcelos (Rede), e com excesso de confiança, acabou perdendo o controle do partido, em uma disputa apertada, é verdade, mas reveladora, quando se observa o número de delegados escolhidos na chapa pra voltar a sonhar.
 
Em nível estadual a chapa, vem defendendo a saída do governo Paulo Hartung. Uma visão que vem sendo pregada pelo deputado federal Givaldo Vieira e que agregou muitas lideranças do partido, que também entendem que não cabe permanecer no governo do PMDB, que nacionalmente votou a favor do impeachment da presidente Dilma e que no Estado adota uma política neoliberal de achatamento não só do servidor público, mas do cidadão em geral.
 
Mas é preciso ir além dessa visão. O movimento sindical não pode permanecer na ideia de que pode e deve fazer tudo sozinho. Precisa ir para dentro do partido e defender os ideais para os quais o PT foi criado para defender. Não pode se render a acordos. Partindo do princípio de que ambos se imbricam, não pode ficar em um debate interno, deve ampliar para a sociedade.
 
É preciso ouvir não só a base, mas construir em um nível mais amplo o projeto que o partido quer para o Estado e para o País, atendendo os interesses da sociedade e esquecer de vez a briga pura e simples pelo poder. O partido tem que buscar o apoio fora do partido, fora do movimento sindical. É preciso construir uma política aberta que encampe a luta da sociedade.
 
Chega de cargos!

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