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Rota alternativa

O governador Paulo Hartung (PMDB) parece mesmo ser turrão quando se trata de seus desafetos. Por mais que a relação com a senadora Rose de Freitas (PMDB) precise manter as aparências, afinal eles estão no mesmo partido, e para todos os efeitos, são aliados, ele não consegue esconder que evita qualquer tipo de aproximação com a parlamentar. 
 
Até mesmo neste momento de crise, o governador, que fez campanha para Aécio Neves (PSDB) e precisa de um canal de comunicação com o governo federal, evita usar a ponte pavimentada pela senadora, que é presidente da Comissão Mista do Orçamento (CMO) e tem trânsito livre no Palácio do Planalto, principalmente com os ministros. 
 
Se Hartung quer aproximação com o governo federal, a opção mais curta seria usar o caminho aberto por Rose de Freitas, mas prece que busca rotas alternativas. O encontro com os governadores do Sudeste foi um exemplo disso. Ele aproveitou a mobilização dos poderosos São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais para tentar ganhar musculatura e pressionar o governo federal. 
 
E como esquecer o discurso dele na assinatura de ordem de serviço do Aeroporto de Vitória, em que pediu ao ministro da Aviação, Eliseu Padilha, que enviasse um recado a Dilma sobre a necessidade de o governo federal dialogar com o Espírito Santo?
 
A impressão é que Hartung não quer criar situações em que Rose de Freitas se sobressaia como interlocutora do Estado. Não quer dar a ela um status de representante do Espírito Santo, o que a fortaleceria ainda mais, enquanto ele amarga o desgaste político e a impopularidade entre os capixabas.
 
A dúvida fica sobre a eficácia da estratégia do governador. É claro que São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, ao espernearem, serão ouvidos, mas a impressão de Brasília de que o Espírito Santo é pequeno e rico, pode fazer com que o esperneio de Hartung passe despercebido. O governador recusou a ponte direta com o palácio e preferiu o caminho mais longo e mais tortuoso. 
 
Fragmentos:
 
1 – Nesta semana, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) deixou a disputa pelas redes sociais com o governador Paulo Hartung (PMDB) e tem se dedicado a questões nacionais.

 

2 – Ele comentou o encontro da presidente Dilma Rousseff com o presidente americano Barack Obama e agora sobre a discussão do PSB nacional sobre a crise. 

3 – Aliás, Renato Casagrande, que é secretário-geral do PSB nacional, está em Pernambuco, berço do partido, para um encontro com as lideranças socialistas para discutir o atual cenário nacional. 

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