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De Buenos Aires para Vitória

 

Em tributo a heroína Anita Garibaldi (1821 – 1849), o Grupo Teatro Poquelin, de Buenos Aires, Argentina, traz para os palcos do Museu Capixaba do Negro (Mucane) o espetáculo Anita Garibaldi – A história de uma mulher brasileira. O monólogo conta  por meio da simplicidade e o despojamento de todo recurso técnico teatral a história da companheira do revolucionário Giusepe Garibaldi (1807 – 1882).
 
A peça será encenada às 19 horas e foi escrita e dirigida por Héctor Rodríguez Brussa, autor de mais de 20 peças montadas em países da América Latina, Itália e Alemanha. A obra ganhou o premio Estrella de Mar 2008 na categoria Atriz Revelação pela atuação de María de las Victorias Garibaldi, que encarnou uma das mulheres mais fortes e corajosas de sua época. O Grupo Teatro Poquelin tem 15 anos de trajetória e já passou por 12 países realizando apresentações em festivais.
 
No mesmo dia, as 19h, porém no palco da Escola de Teatro, Dança e Música Fafi, a companhia  capixaba EluzArtes apresenta a peça Acabo Ficando, Mas Sempre Querendo Ir. O projeto da diretora Eluza Santos une dança e teatro em uma obra cênica sobre migração, “usamos o sentindo mais amplo da palavra, pois não se trata só de mudanças geográficas, mas também de estado e de espírito”, explica a diretora.
 
 
Por mesclar a dança com a interpretação a música é fundamental para a encenação. A trilha sonora, composta apenas de canções originais, é do capixaba Dori Sant’Ana que utiliza elementos de raízes como cantigas de roda e ritmos de congo. 
 
Eluza também conta que o texto foi todo baseado em experiências pessoais do próprio elenco e dela também, “não há nada de fictício”, afirma.  É um espetáculo sobre as dúvidas que acometem a todos em momentos transformações, “Acabo Ficando, Mas Sempre Querendo Ir nos faz refletir sobre a única coisa que é constante na vida: as mudanças”, completa a diretora. 
 
Ainda na quinta-feira, haverá a peça A Flor de Macabira, do grupo Ser Tão Teatro (PB). A história uma adaptação do clássico de Joaquim Cardozo, O Coronel de Macambira (1963), dirigida por Christina Streva. O espetáculo que utiliza elementos do folclore nordestino será encenado no Centro Cultural Carmélia.
 
A história é sobre uma jovem que sucumbe aos vícios e tentações mundanas e, para salvar a si e a seu amado, mergulha nas profundezas de sua alma. “Ao mesmo tempo em que a peça tem uma história simples, ela também é uma metáfora para o autoconhecimento. Quando a personagem mergulha em sua alma, ela realmente embarca em uma viagem surreal que irá revelar suas inquietações e desejos mais íntimos”, explica a diretora.
 
Confira a programação no site oficial do festival
 

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