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Trabalhadores da Educação de Aracruz iniciam greve parcial nesta sexta-feira

Profissionais da rede municipal reivindicam recomposição salarial e inclusão de níveis na carreira

PMA

Os trabalhadores da Educação da rede municipal de Aracruz, no litoral norte do Espírito Santo, vão iniciar, nesta sexta-feira (2), uma greve parcial. A paralisação foi aprovada em assembleia realizada no último dia 17, após meses de negociações com o prefeito Dr. Coutinho (PP) não terem resultado em um acordo.

A redução do trabalho será diária, por tempo indeterminado, envolvendo professores, assistentes de turno, assistentes de educação, secretários e auxiliares de secretaria escolar e bibliotecários. Existem cerca de 2 mil funcionários na área de Educação em Aracruz, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes).

Nas escolas de ensino regular, segundo o Sindiupes, as atividades com os estudantes estão previstas para ocorrer das 9h às 11h30, no turno matutino. No vespertino, o atendimento vai ser das 15h às 17h30. Nas unidades de tempo integral, as atividades vão ser realizadas das 11h às 16h30.

O sindicato afirma que a alimentação escolar será mantida e que todas as unidades continuarão funcionando diariamente, ainda que com a redução dos horários. A entidade também ressalta que a adesão à greve é voluntária, sem constrangimento aos profissionais que optarem por permanecer trabalhando.

Os trabalhadores já haviam aprovado estado de greve em agosto. De acordo com o sindicato, a remuneração dos trabalhadores acumula perdas que chegam a aproximadamente 35% desde 2021, quando começou a atual gestão municipal. A entidade sustenta que a defasagem não foi recomposta ao longo dos últimos anos e que a situação compromete a valorização dos profissionais da rede.

Uma das principais reivindicações é a inclusão do nível 1 de magistério na tabela salarial, destinado aos profissionais com formação de nível médio. A retirada desse nível da carreira é apontada pelo sindicato como um dos fatores que contribuíram para a desvalorização dos trabalhadores, uma vez que a estrutura remuneratória deixou de contemplar essa etapa de formação.

O retorno do nível 1, inclusive, consta na carta de compromisso com a Educação assinada por Dr. Coutinho durante a campanha eleitoral de 2024, diz o Sindiupes. O documento reúne uma série de compromissos relacionados à valorização dos trabalhadores, entre eles o cumprimento do piso salarial profissional nacional, a participação da categoria nas discussões sobre a carreira e a manutenção de uma mesa permanente de negociação.

Apesar da assinatura, o sindicato afirma que a retomada do magistério ainda não foi implementada. A entidade também reivindica a atualização do piso salarial e a revisão geral anual referente a 2025 e 2026. Segundo o comunicado de greve – entregue à gestão municipal na segunda-feira (28) -, a defasagem acumulada nesses dois anos é de 0,4%, o equivalente a cerca de R$ 35 na remuneração.

Carlos Duarte, diretor do Sindiupes em Aracruz, afirma que houve pelo menos seis reuniões com representantes da gestão municipal nos últimos meses, algumas delas com a presença de Dr. Coutinho. Mesmo assim, nenhuma proposta formal para as reivindicações foi apresentada. “Não gostaríamos de fazer greve, mas chegamos a um limite. Já são três anos de conversas e não avançamos”, comenta.

Século Diário solicitou posicionamento sobre a situação à gestão de Dr. Coutinho, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.

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