Assessoria de Comunicação TJES
Na sessão extraordinária desta segunda-feira (06) do Pleno do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, os desembargadores decidiram enviar uma representação à Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES) e ao Ministério Público Estadual contra o advogado Thor Lincoln Nunes Grunewald. Segundo os desembargadores, o advogado usou na petição termos desrespeitosos contra magistrados e servidores do Judiciário.
O advogado teria ofendido o desembargador Arnaldo Santos Souza, relator do agravo regimental interposto por Thor Lincoln Grunewald. “Em 38 anos de magistratura, jamais me senti tão ofendido como agora”, disse o desembargador.
A desembargadora Eliana Munhós também foi ofendida pelo advogado, quando analisou o mesmo processo em uma das Câmaras Cíveis.
“Em uma petição anexada ao processo, ele [advogado] disse que os gabinetes dos desembargadores sofrem de deficiência qualitativa e quantitativa. Ou seja, ele falou que somos poucos e burros”, comentou a desembargadora.
Todos os demais desembargadores que estavam na sessão saíram em defesa dos colegas ofendidos pelo advogado. “As palavras dirigidas às vossas excelências são inaceitáveis. Registro minha solidariedade e espero que as ofensas sejam devidamente apuradas pela OAB”, disse o desembargador Fábio Clem de Oliveira.

