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As ambições da União Progressista para deputado federal e estadual

Federação conta com chapas fortes, mas vai ser difícil eleger todos os nomes com capital político

Convenção partidária da União Progressista. Foto: Redes sociais

Dentre os sete partidos e federações que fazem parte do campo governista nas eleições deste ano no Espírito Santo, a União Progressista (UPB, União Brasil + PP) merece uma análise à parte. A federação tem chapas fortes para deputado federal e estadual e traçou metas ambiciosas: conquistar de três a quatro vagas na Câmara dos Deputados e de seis a oito cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado (Ales). Paradoxalmente, há tantos nomes com capital político relevante que a tendência é que algumas figuras importantes não consigam se eleger.

Em 2022, o Progressistas conquistou duas cadeiras na Câmara dos Deputados. Já o União Brasil, nenhuma – Felipe Rigoni (hoje no PSB) foi o sétimo mais votado, mas a chapa do partido que então presidia não teve bom desempenho. Nesse sentido, a consolidação da federação partidária, em tese, foi mais benéfica eleitoralmente para o União.

O PP tem dois deputados federais que tentarão se reeleger: Da Vitória e Amaro Neto. No caso do União Brasil, Messias Donato também vai tentar a reeleição. Durante a janela partidária, Amaro e Messias saíram do Republicanos, enquanto Evair de Melo, atualmente candidato a senador, fez o movimento contrário, saindo do Progressistas para o Republicanos.

Além desses nomes estão na chapa do PP para deputada federal a bombeira Capitã Andressa, que chegou a ser especulada para vice de Ricardo Ferraço (o partido acabou indicado o vereador de Vitória Camillo Neves); a vereadora de Cachoeiro de Itapemirim Renata Fiório, próxima da gestão do prefeito Theodorico Ferraço (PP); e Edson Marcio de Almeida, vereador de Iúna (Caparaó).

No caso do União Brasil, além de Messias Donato, o partido tem dois outros nomes importantes como candidatos a deputado federal: os deputados estaduais Marcelo Santos e Dr. Bruno Resende. O primeiro é presidente da Ales e do próprio União, e tem sido apoiado pelo governador Ricardo Ferraço (MDB) e pelo ex-governador Renato Casagrande.

Bruno Resende, por sua vez, concentra mais força na região sul do Espírito Santo. A primeira-dama de Cachoeiro de Itapemirim, Norma Ayub (PP), tem contribuído com a sua campanha. Parece superado um princípio de atrito durante as articulações pré-eleitorais, quando o deputado cogitou se filiar a uma sigla de fora do campo governista.

Além desses, a vice-prefeita de São Mateus (norte), Professora Raquel, também está na chapa federal do União, junto a outros nomes.

Para deputado estadual, com a saída de Santos e Resende, o União Brasil terá como candidatos à reeleição Denninho Silva e José Esmeraldo (que se elegeu pelo PDT em 2022). Uma aposta do partido para Ales este ano é o ex-vereador de Cachoeiro Léo Camargo, segundo colocado nas eleições para prefeito cachoeirense em 2024. Também estão na chapa as vereadoras Isamara da Farmácia, de São Mateus (norte) e Patricia Crizanto, de Vila Velha, além de Wanderley Moraes, ex-vereador de Guaçuí (Caparaó)

Do Progressistas, vão tentar reeleição na Ales Adilson Espíndula (eleito pelo PDT em 2022) e Raquel Lessa. Quatro ex-prefeitos também estão chapa: Peter Costa, de Mimoso do Sul (sul do Estado), que renunciou ao segundo mandato este ano para concorrer; Audifax, da Serra; Dr. Sidiclei, de Pancas (noroeste); e Daniel Santana (o Daniel da Açaí), de São Mateus – esse último enfrentou problemas judiciais nos últimos anos e tem candidatura questionada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

A chapa do PP conta ainda com a presença de quatro vereadores: Dr. Hércules, de Vila Velha, ex-deputado estadual; Ademir Pereira, de Viana; Dr. Fernando Santorio, de Cariacica; e Raphaela Moraes, da Serra. Outro que vai tentar a sorte é o ex-vereador Anderson Salvador, de Nova Venécia (noroeste).

Ideologia

Os dois partidos da União Progressista são identificados como integrantes do “Centrão” no Congresso Nacional, ou seja, siglas mais afinadas ideologicamente à direita, mas que costumam fazer acordos na base do fisiologismo. 

Atualmente, o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, tem sido investigado por envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Já o presidente nacional do União Brasil, o advogado Antônio Rueda, apareceu no ano passado nas investigações da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, sobre a infiltração da facção PCC (Primeiro Comando da Capital) nos setores financeiros e de combustíveis.

Este ano, a União Progressista decidiu adotar a neutralidade da disputa pela Presidência da Republica. Os deputados federais capixabas da UPB tem maior proximidade com o bolsonarismo, sobretudo Messias Donato.

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