Dos grandes projetos como o Oceanário, a Urbanização da Orla Noroeste de Vitória e a Marina Pública de Camburi, que não saíram do papel, a Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV) encolheu com as alterações na estrutura administrativa promovidas pelo prefeito Luciano Rezende (PPS) no ano passado e passou a tocar projetos mais amenos, com facilidade de serem viabilizados.
Com a extinção da Secretaria de Turismo e a incorporação de suas atividades à CDV, a empresa se viu obrigada a cuidar de ações mais voltadas até mesmo para a área assistencialista.
Embora o site da CDV informe que a empresa “desenvolve projetos de alta complexidade e longa maturação e é responsável, também, pelo desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de tornar Vitória uma cidade cada vez mais inteligente e humana”, depois da reestruturação, esse universo encolheu.
O papel da CDV no início daatual administração de Vitória foi marcado pelo lançamento de grandes projetos, alguns de repercussão nacional, como a Urbanização da Orla Noroeste da cidade, lançada exatamente há quatro anos, no dia 3 de janeiro de 2014.
O projeto começou por meio de um concurso,com premiação de R$ 125 mil, R$ 75mil e R$ 50 mil para os três primeiro colocados, e um custo total de R$ 2,3 milhões.
Depois do concurso, ocorreu uma reunião com a comunidade, em maio de 2015, para apresentação do projeto vencedor pelos arquitetos da empresa Barst.Nada foi adiante.
O mesmo ocorreu com o Oceanário de Vitória, que seria erguido na Praça do Papa. A prefeitura manteve contatos com empresas de consultoria internacionais, mas tudo ficou no papel. O projeto foi cercado de problemas, entre eles, a revogação do edital de licitação pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), por ter vislumbrado a existência de cláusula que poderia restringir a competitividade entre as empresas interessadas.
Assim também foi com a Marina Pública de Camburi, que já teve edital prorrogado mais de uma vez e virou alvo de notícia de fato no Ministério Público Federal (MPF), e o parque Zé da Bola, no final da mesma praia.
No período de cinco anos, a CDV gastou cerca de R$ 35 milhões em projetos que não “andaram”. Dos grandes projetos, o único que restou o foi o Parque Tecnológico, que deveria ser entregue em 2017, ano em que as obras foram iniciadas.

