Quem acompanha as sessões ordinárias da Assembleia Legislativa já deve ter notado que o clima na Casa não anda nada bom. Por um lado, os candidatos que disputaram a eleição e foram derrotados estão cabisbaixos, curtindo o luto, por outro, alguns parlamentares que se sentiram injustiçado no pleito parecem usar os microfones da casa para extravasar sua frustração eleitoral.
Com iminência de modificações na Casa, com a entrada dos suplentes dos candidatos que obtiveram êxito na disputa deste ano, os deputados que assumem em 2013 vão encontrar um plenário irritado e com problemas de relacionamento.
O policiamento sobre quem entra e sai do plenário tem irritado os deputados mais antigos da Casa. Parece que, pressionados por parte da imprensa que cobra a frequência dos deputados, alguns parlamentares aproveitaram o discurso para criar um clima de agitação na Assembleia.
É claro que, em se tratando de um Parlamento, agitar os ânimos sempre é bom, mas há reclamação de que os mesmos que reclamam da presença dos colegas não participam das outras atividades do Legislativo. Esse clima adverso pode influir na discussão sobre a reeleição do presidente Theodorico Ferraço (DEM) ou a discussão influir no clima.
O tema deve entrar em pauta nos próximos dias e deve chamar a atenção dos parlamentares para a discussão, unindo ou azedando de vez. Hoje, apesar de algumas colocações em contrário, Ferraço é uma figura, quem diria, apaziguadora na Casa.
Ao se concentrarem na discussão de sua reeleição, os parlamentares podem se unir novamente, deixando as animosidades de lado. A menos que haja uma interferência externa nessa discussão. A chegada de um novo nome no plenário para disputar a cadeira pode acirrar os ânimos. Embora o poder seja independente, talvez seja o momento do Palácio Anchieta intervir para acalmar sua base. Assembleia irritada nunca é bom para o governo.
Fragmentos:
1 – Em Vila Velha, o segundo turno anda meio morno, com movimentações de cabos eleitorais, concentradas em alguns pontos da cidade. Não tem a mesma efervescência do primeiro turno. Os candidatos parecem apostar mesmo no programa eleitoral, mesmo tendo baixa audiência.
2 – Enquanto isso, a disputa em Vitória está pegando fogo, seja na Justiça ou nas redes sociais. O mais interessante é que as propostas ficaram de lado, o que vale agora é atacar os apoios e a vida pessoal por meio de boatos. Lamentável!
3 – Já no município de Cariacica, Marcelo Santos (PMDB) retoma a agenda de campanha, mas o espaço que Juninho tomou enquanto o adversário estava internado pode ter sido decisivo. Será?

