Grupo criminoso foi alvo de operação do Gaeco e denunciado pelo Ministério Público

O juiz Ricardo Furtado Chiabai, da 7ª Vara Criminal de Vila Velha, determinou, nessa quarta-feira (22), a prisão preventiva de quatro dos seis denunciados pelo Ministério Público do Estado (MPES) por tráfico de drogas e práticas de desvio de função pública. Entre eles estão três guardas municipais: Iuri de Souza Silva, Antônio Nelio Jubini Rangel e Renato Alexandre Alves Messias. O vigilante Washington Luiz Machado Júnior é outro que continuará encarcerado.
Os quatro já estão na cadeia, assim como o técnico em Mecânica Kaio Salles Bastos e o comerciante Driele Ferreira. No caso de Kaio, o MPES considerou que a prisão preventiva seria “desproporcional”, tendo em vista que desempenhou papel menor. Sobre Driele, apesar do pedido do Ministério Público em contrário, o juiz considerou que outras medidas de restrição de liberdade seriam suficientes.
Além dos seis alvos desta denúncia específica, também foram presos três adogvados no âmbito da Operação Telic: Barbara Bastos Rodrigues, companheira de Iuri e prima de Kaio, atualmente em prisão domiciliar; Arlis Schmidt; e Wesley Santos Guedes. Eles serão responsabilizados em outros procedimentos, segundo o MPES.
A Operação Telic, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Central), teve como objetivo desarticular núcleos do grupo criminoso Primeiro Comando de Vitória (PCV), atuantes na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha.
As investigações identificaram que os guardas deixaram de registrar formalmente parte da apreensão de drogas e dinheiro e, em vez disso, apropriaram-se ou destinaram os entorpecentes à revenda ilegal. Iuri, em especial, teve papel central como ex-chefe da Guarda Municipal de Vila Velha, consultando e repassando informações sigilosas de diversas ocorrências policiais e de indivíduos envolvidos com atividades ilícitas – grande parte delas a pedido de Barbara.
Washington e Driele tinham atuação mais destacada na outra ponta das ações criminosas relacionas ao tráfico. No caso de Driele, especificamente, o MPES a apontou como uma “interlocutora que desempenhava dupla função: de um lado, como informante repassando dados sobre movimentações criminosas na localidade; de outro, participava ativamente do comércio ilícito de entorpecentes ao lado de seu marido, comprando em grandes quantidades para revenda”.
A atuação de Kaio estava mais relacionada ao consumo próprio das drogas apreendidas pelos guardas. De acordo com a denúncia do MPES, ele confirmou que adquiriu entorpecentes com Iruri. A denúncia do órgão ministerial tomou como base, principalmente, dados extraídos dos celulares dos acusados.
Além da prisão preventiva, os guardas continuarão afastados dos seus postos de trabalho.

