Um levantamento do jornal Valor Econômico desta sexta-feira (10) aponta a diferença nas disputas estaduais de 2010 e o pleito deste ano. Em destaque, o desempenho de Renato Casagrande (PSB), que nas eleições ao governo, em 2010, contra Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), foi eleito com 82,3%. O segundo melhor desempenho do País.
O governador ficou atrás apenas de Eduardo Campos, o presidente do PSB Nacional, morto tragicamente em um acidente aéreo em agosto passado. Naquela eleição, Eduardo Campos teve a melhor votação do País, com 82,8% dos votos dos pernambucanos.
Este ano a eleição mostrou um acirramento muito maior no Espírito Santo. E a diferença entre um pleito e outro foi de -28,86%. Paulo Hartung (PMDB) foi eleito com 53,44% contra 39,34% de Casagrande, uma diferença de cerca de 14 pontos percentuais . Para o Valor Econômico, a diferença menos elástica no Estado se deu por conta do racha entre Casagrande e Hartung.
Ainda segundo a publicação, outro fator facilitou o afastamento entre os ex-aliados. “O rompimento do plano nacional entre o PSB, que projetava Campos à Presidência, e o PT, que decidiu lançar candidato próprio no Estado”, diz a reportagem.
Na verdade, o PT lançou candidatura própria por ter sido isolado e o racha entre Casagrande e Hartung foi causado pela vontade do peemedebista em retomar o poder no Estado. Em 2010, Hartung apoiou Casagrande, que se beneficiou o do sistema de unanimidade política criada por Hartung para disputar uma eleição “protocolar” contra Luiz Paulo Vellozo.
Na eleição de 2014, houve uma divisão do eleitorado entre os dois principais candidatos ao governo. O cenário nacional não influiu na disputa estadual, que se baseou em críticas de Hartung à política econômica de Casagrande. Já o socialista criticou a postura ética de Hartung à frente do governo em seus oito anos.

