Cadeiras de Contarato e Do Val estarão em disputa; cenário continua cheio de indefinições
Passada a ebulição de movimentações da janela partidária que se fechou no início de abril, as articulações de pré-candidatos do Espírito Santo para o Senado Federal parecem ter se estagnado. Ao menos, não surgiram grandes novidades nas últimas semanas, e o cenário segue cheio de incertezas.
Nas eleições deste ano, os senadores Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Avante) precisarão encarar as urnas para tentar garantir mais oito anos de mandato. Contarato está bastante consolidado como um dos principais nomes da esquerda na disputa. Do Val, por sua vez, após as várias polêmicas em que se envolveu em Brasília, caminha mais isolado, porém ao menos conseguiu uma legenda para se candidatar.

Do campo progressista, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) desponta como favorito para uma das cadeiras em disputa. O Partido dos Trabalhadores (PT) sinalizou que pretende apoiar Casagrande como um segundo candidato. Já o Partido Socialismo e Liberdade (Psol), que está com o PT na pré-candidatura do deputado federal Helder Salomão a governador, vai seguir um caminho um pouco diferente: apoiará Contarato para uma das vagas, mas também pretende colocar um candidato próprio, o professor Carlos Fabian, como forma de ajudar a divulgar as propostas do partido.
O grupo de Casagrande e Ricardo Ferraço (MDB) ainda não deu sinais sobre quem pretende apoiar para a segunda vaga. O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), desistiu da disputa. Outra pessoa do partido do atual governador, a ex-senadora Rose de Freitas, ainda tem insistido para ser a escolhida.
Mas é possível que a segunda vaga seja reservada a algum outro aliado que garanta a coesão da “frente ampla”. Nesse cenário, é a federação União Progressista (UP, União Brasil + PP), que se tornou a maior força partidária do Estado e do Brasil, que tende a se beneficiar. O deputado federal Da Vitória (PP), presidente estadual da UP, tem sido cotado como o possível candidato, mas nos bastidores, a informação é de que ele teria preferência pela disputa à reeleição.
Na oposição de direita e extrema direita, as indefinições aumentam. Magno Malta (PL) segue bastante determinado a escalar a sua filha, Maguinha Malta (PL), como candidata ao Senado, mas tudo dependerá das articulações visando a disputa para o Governo do Estado.
O Republicanos, partido do pré-candidato a governador Lorenzo Pazolini, tem dois nomes que buscam se cacifar na disputa. O deputado federal Evair de Melo se escora na proximidade com a família Bolsonaro como trunfo – chegou a ser apontado como candidato preferido pelo próprio ex-presidente -, e também tem feito postagens nas redes sociais sobre pesquisas de intenção de voto que lhe seriam favoráveis. Já o ex-deputado Carlos Manato tem como grande feito recente o fato de ter conseguido chegar ao segundo turno da eleição para governador em 2022, com a marca de 1 milhão de votos.
Entretanto, o Republicanos já fechou uma importante aliança com o Partido Social Democrático (PSD), que, por sua vez, abriu as portas para que o deputado estadual Sérgio Meneguelli, campeão de votos para a Assembleia Legislativa em 2022, dispute uma vaga ao Senado pela sigla.
Há outros dois nomes da direita que encontram-se atualmente em partidos menores, mas que tem sinalizado que não pretendem recuar de candidaturas ao Senado, mesmo que não consigam formar alianças. Esse é o caso do deputado estadual Callegari (DC), que deixou o PL no passado devido à escolha de Magno por sua filha. Já a pré-candidatura do vereador Leonardo Monjardim segue a estratégia do Novo de buscar maior visibilidade a partir dos holofotes de uma disputa majoritária.

