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Disputa entre Temer e Maia por insatisfeitos do PSB afeta partido no Estado

Enquanto o ex-governador Renato Casagrande viaja o Estado, reunindo lideranças para fortalecer sua imagem com as lideranças políticas, em nível nacional, seu partido pode sofrer um duro golpe com a disputa entre PMDB e DEM para atrair deputados “soltos” para suas bancadas. Na briga velada entre o presidente Michel Temer (PMDB) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), o PSB passou a ser o partido a ser “canibalizado”.
 
As duas lideranças tentam fortalecer suas bancadas assediando deputados do PSB. Temer recebeu o deputado Danilo Forte (PSB-CE) em seu gabinete na segunda-feira (17). Na terça-feira (18), o próprio Temer participou de um café no apartamento funcional da líder da bancada do PSB na Câmara dos Deputados, deputada Tereza Cristina (MS), e mais quatro parlamentares socialistas.
 
A socialista divulgou nota, afirmando que a visita foi de cortesia e que o tema discutido foi a pauta do segundo semestre. Mas a justificativa não convenceu. Nos meios políticos, a ideia é de que Temer estaria fazendo convites aos deputados socialistas para se filiarem ao PMDB, para evitar que eles deixem o ninho da pomba em direção ao DEM, de Rodrigo Maia, que faz o mesmo movimento de assédio aos socialistas. Já o vice-líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), disse que a crise com o presidente Temer é “página virada”.
 
Distante da polêmica envolvendo o partido, Renato Casagrande vem se movimentando no Estado, mas como presidente da Fundação João Mangabeira e secretário-geral do partido vai ter de atuar como bombeiro nessa discussão, até porque a sigla corre o risco de perder quase metade de sua bancada, que hoje conta com 33 deputados federais.
 
Além do enfraquecimento do partido, a perda de deputados federais também significa perda no bolo do fundo partidário, o que prejudica seus planos de disputar o governo do Estado. Neste sentido, o socialista precisa atuar em duas frentes, ao mesmo tempo em que busca aumentar sua capilaridade no Estado, vai precisar assumir um papel de liderança nacional ao lado do presidente da sigla Carlos Siqueira, para tentar evitar a debandada de deputados, seja para o DEM, seja para o PMDB.
 
A dúvida nessa discussão é sobre o posicionamento do presidente do partido no Estado, deputado Paulo Foletto. A dúvida surge depois que ele se uniu ao grupo que votou contra a deliberação do partido em relação à reforma trabalhista. Mais recentemente, Foletto também ficou em cima do muro em relação à permissão para que o Supremo possa investigar o presidente Michel Temer.
 
Para os meios políticos locais, Foletto poderia ser um ponto frágil para o assédio de outros partidos, o que coloca na discussão a conversa do governador Paulo Hartung com o presidente da Câmara Rodrigo Maia, em junho passado. Assim como o deputado federal Evair de Melo — de saída do PV e em direção ao DEM —, o governador, que tem boa relação com Foletto , pode ajudar na investida do DEM para cooptar mais um.
 
Se Foletto entrar no grupo de desertores do PSB, será um duro golpe para o projeto de Casagrande. Por outro lado, o deputado federal tem acompanhado o ex-governador nos encontros feitos no interior nos últimos dias, mostrando parceria com o projeto de Casagrande para 2018.

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