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Disputa no Amazonas é alerta sobre rejeição do eleitor a políticos tradicionais

No último fim de semana, o eleitor do Amazonas foi às urnas para eleições suplementares. Ou melhor, deveria ter ido, afinal, o governador eleito Amazonino Mendes (PDT) recebeu apenas um terço (775 mil votos) dos 2.337 votos; as abstenções chegaram a 595 mil, mais que os 531 mil votos conquistados por Eduardo Braga (PMDB). 
 
O resultado das urnas amazonenses acendeu um sinal de alerta para a classe política de todo o país. No Espírito Santo, a situação não é diferente. Não se sabe ao certo qual será o índice de rejeição do eleitor capixaba às lideranças políticas com perfil mais tradicional. 
 
Lideranças que fogem dessa lógica (tradicional), como os deputados estaduais Amaro Neto (SD) e Sergio Majeski (PSDB), também não sabem como serão recebidas pelas urnas. Em tese, quanto mais distante do perfil tradicional, mais chance o candidato tem de quebrar a resistência do eleitor.
 
Paralelamente, o nível de insatisfação com os mandatários, sobretudo os que estão em Brasília, é grande, o que dificulta a movimentação dos deputados e senadores da bancada capixaba que buscam a reeleição. Isso põe em risco, sobretudo, as lideranças das disputas mais acirradas como no Senado, com o veterano Magno Malta (PR), e de Ricardo Ferraço (PSDB), que podem ter trabalho justamente se forem obrigados a enfrentar adversários como Amaro Neto e Sérgio Majeski. 
 
Outro que também se desgasta com a imagem de político tradicional é o governador Paulo Hartung, que pode vir a disputar a reeleição para um quarto mandato. A situação por si só já é desgastante e arriscada, com a rejeição do eleitorado, sobretudo na Grande Vitória. 
 
Hartung pode ter dificuldade para enfrentar uma liderança com perfil novo, caso do próprio Majeski. O tucano, que ocupa o campo da oposição ao governo, pode desestabilizar uma eventual campanha do atual governador à reeleição. 
 
O alento a essa visão refratária ao político tradicional e intolerância do eleitor com a política, de maneira geral, pode vir internamente. A última eleição suplementar no Estado, realizada em julho, em Muqui, sul do Estado, não mostrou essa tendência constatada no Amazonas. Em Muqui, 81,6% do eleitorado compareceram às urnas; abstenção foi de 18,4%. A eleição em Fundão, que será em outubro próximo, será outro exercício para medir o humor do eleitorado com as urnas. 

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