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Embate entre Majeski e Colnago ainda repercute na Assembleia

O entrevero envolvendo o deputado Sérgio Majeski e o governador em exercício César Colnago continua ecoando nos meios políticos. Na sessão desta segunda-feira (22), o deputado, ao votar contra regimes de urgência de matérias do governo, criticou a “propaganda fantasiosa” do Palácio Anchieta. Os pedetistas Da Vitória e Euclério Sampaio também entraram no tema, reprovando os gastos excessivos com publicidade e detrimento de áreas essenciais como saúde e educação.
Foi o deputado Josias da Vitória quem destacou o aditivo para publicidade do governo, no valor de R$ 20 milhões, publicado no Diário Oficial do Estado nesta segunda. Majeski também falou sobre a publicidade citando Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista. Para Majeski esses pedidos para aumento da verba publicitária devem se tornar comuns a partir de agora.
 
O deputado criticou também o projeto do governo que abre crédito suplementar para a Secretaria de Justiça. Para Majeski, os recursos são para construir presídios. “Quando se fecha escolas, se abre presídios”, emendou.
 
O deputado também aproveitou para criticar o vice-governador, ele contradisse a afirmação de Colnago de que Majeski “vota projetos contra o povo”. O deputado questionou o governador em exercício, dizendo que Colnago apresentasse um levantamento de todos os projetos que ele votou contra.
 
O deputado não poupou críticas ao correligionário sobre seu desempenho na última quarta-feira. Para o deputado, a virulência com qual Colnago o respondeu é “típica de quem não sabe o que responder”. Disse que o grupo não vai para o confronto porque não tem argumento. Ele afirmou ainda que em nenhum momento tentou desqualificar o governador em exercício, diferentemente de Colnago.
 
Nesse domingo (21), o deputado compartilhou o vídeo com o bate-boca na prestação de contas entre ele e Colnago, acompanhado de um texto crítico sobre o episódio. A publicação pareceu uma resposta a um polêmico vídeo compartilhado na semana passada com uma edição, que passa a impressão que o vice-governador saiu vencendo o duelo.
 
O bate-boca aconteceu na última quarta feira (17), na prestação de contas do exercício de 2016 do governo do Estado. Sobre o episódio, o deputado afirmou que a ausência do governador Paulo Hartung foi uma fuga do embate. Hartung passou o governo a Colnago na última terça-feira (16), licenciando-se para mais uma fase de seu tratamento médico, mas a notícia de que o governador havia viajado para Paris, na França, deixou o clima desagradável nos meios políticos.
 
Majeski se manifestou nas redes sociais. “O governador Paulo Hartung deveria ter ido à Ales prestar contas, com medo do debate com alguns deputados, fugiu e viajou para Paris. Foi em seu lugar o vice, que levou cerca de 300 pessoas (secretários e outros funcionários do governo, pagos pelo povo, que em vez de estarem trabalhando, foram servir como torcida organizada, aplaudindo efusivamente o vice e vaiando os deputados que criticavam o governo do Baianinho). Cenas lamentáveis e absurdas”, disse o deputado na publicação.
 
Sobre o desempenho do governador em exercício, Majeski afirmou que houve a tentativa de desqualificá-lo e “distorcer os meus argumentos, esbravejou, mentiu sobre dados, tergiversou sobre os meus questionamentos, enfim mostrou o que é o governo PH (Baianinho), o governo da mentira”, disse.

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