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Espírito Santo foi o segundo do País em crescimento do PSB

O PSB nacional, que tem como meta nesta eleição expandir seu poder político para além do Nordeste, teve no Espírito Santo o segundo maior crescimento do País no primeiro turno das eleições deste ano. O ninho da pomba cresceu 28,2% no Estado, ficando atrás apenas de Pernambuco, berço do partido, que cresceu 31%.

Embora o governador Renato Casagrande tenha adotado uma postura de independência na eleição, para não irritar a base, que conta com 16 partidos, ele deixou seu partido correr solto nas articulações no período pré-eleitoral. Em determinadas disputas, teve uma ação importante também para acertar as peças, o que acabou beneficiando o partido.

No primeiro turno da eleição deste ano, o PSB emplacou 21 prefeituras, embora a disputa em Guarapari e Pedro Canário ainda estejam sub judice. Em 2008, o partido conseguiu apenas 13 prefeituras, com mudanças posteriores ao pleito passado, chega ao fim deste ano com 17 municípios.

Dentro do projeto do PSB em expandir seu poder de fogo, o crescimento no Espírito Santo é fundamental porque dos seis governadores que o partido tem, Casagrande é o único do Sudeste os outros estão no Norte e Nordeste do País. Além do Espírito Santo, o partido governa também Piauí, Amapá, Pernambuco, Ceará e Paraíba.

Para o presidente do partido, Eduardo Campos, os crescimentos no Sul e Sudeste são fundamentais par ao projeto presidencial do PSB. Mas esse desfio ainda está distante de se concretizar. Segundo o levantamento publicado pelo jornal Valor Econômico, nessa segunda-feira, os números de conquistas no Sudeste pelos socialistas, tirando o Espírito Santo, não são muito animadores.

Em São Paulo, o partido cresceu 4,3%; no Rio de Janeiro, 6,5% e em Minas Gerais apenas 3,6%. Mas em números gerais, o partido teve um crescimento de 41,6% e o número de municípios que serão administrados pelo PSB a partir de 2013 é de 7,8%.

Mais do que ajudar no projeto nacional do partido, para o governador Renato Casagrande, as conquistas de 2012 ajudam a pavimentar a construção do palanque de reeleição do socialista para 2014. Mas além de conquistar as prefeituras, o PSB tem ainda desafios, como apaziguar os ânimos na base e ampliar seus quadros para garantir um governo independente de seu antecessor.

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