A pesquisa do Instituto Futura, divulgada pelo jornal A Gazeta neste domingo (14), confirmou o cenário de equilíbrio entre os três principais candidatos a uma vaga no Senado Federal neste pleito. A deputada federal Rose de Freitas (PMDB) lidera as intenções de voto – tanto na pesquisa estimulada (20,4%), como na espontânea (6,8%). Em seguida, aparecem o ex-prefeito de Vitória, João Coser (PT), com 17,5% e 6,6% das intenções de voto, respectivamente, e o delegado Fabiano Contarato (PR), que ficou com 13,6% e 4,3% das menções de pesquisa.
De acordo com o instituto, eles aparecem empatados dentro da margem de erro – que foi de 3,5% – e também aparecem próximos no índice de rejeição: Coser teve 13,1%, Rose registrou 11,3% e Contarato ficou com apenas 7,1%. Além disso, a pesquisa na disputa ao Senado também revelou um expressivo índice de eleitores indecisos – 70,5% na espontânea. Dessa forma, sete em cada dez candidatos não decidiram o seu voto, o que reforça o papel dos apoios a essas três principais candidaturas – já que os demais candidatos não passaram dos três pontos na espontânea e um na estimulada.
Neste ponto, a deputada Rose de Freitas deve caminhar sozinha junto com a sua chapa de prefeitos. Apesar de compor o palanque formal do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), os meios políticos dão conta que o candidato ao palácio Anchieta deve “abandonar” sua candidata ao Senado a sua própria sorte. Isso porque a maior parte dos prefeitos que apóiam Rose está no palanque do governador Renato Casagrande, o que a afastaria da candidatura do ex-governador.
Por outro lado, Hartung deve apoiar informalmente o ex-prefeito João Coser, que teria sido candidato somente após a escolha do ex-governador pela disputa ao governo e não ao Senado, como chegou a ser ventilado na época em que se discutia a manutenção da unanimidade política no Estado. Os meios políticos também dão conta que o petista já teria fechado o apoio com um amplo leque, inclusive, dos partidos que compõem o leque de alianças de Casagrande.
Já o delegado Fabiano Contarato, que já circula em campanha com o governo socialista, deve mirar o apoio das ruas. Defensor de uma nova forma de fazer política, o delegado de Delitos de Trânsito se apresenta como uma mudança na classe política. Esse jeito diferenciado gerou desgastes dentro do partido, o que levantou a possibilidade da substituição do candidato. Entretanto, o republicano deve concentrar seus apoios junto à sociedade, com ênfase nas redes sociais, e não seguir o modelo de apoios baseado em arranjos partidários.
Na outra ponta, o advogado André Moreira (PSOL) e o professor Raphael Góes Furtado (PSTU) devem seguir a linha ideológica de seus partidos, buscando arrebatar os votos fora da militância das siglas. Na pesquisa, André Moreira teve 1,6% das menções estimuladas e 0,5% na espontânea. Já o professor registrou 1,1% e 0,4%, respectivamente, no levantamento realizado entre os dias 7 de 10 de julho deste ano. Ao todo, foram entrevistadas 800 pessoas. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número ES-00011/2014.

