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Retorno de Hartung ao PSDB enfrenta resistência interna

Nesta quinta-feira (30), o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) participa de um evento do ninho tucano no Álvares Cabral, em Vitória. O encontro que tem sido visto como o marco da entrada do ex-governador no palanque do tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas traz à tona uma discussão interna no partido sobre o lado bom e o ruim de ter de volta ao PSDB seu antigo quadro.

Caso Luiz Paulo alcance a vitória na Capital, vai fortalecer o partido e reequilibrá-lo no jogo político do Estado. Ao mesmo tempo em que o retorno de Hartung  traria do interior, onde ele tem se guindado a palanques consolidados, essa musculatura necessária ao partido, já que o PSDB tem poucas prefeituras.

Mas algumas lideranças internas tentam aprofundar o significado de trazer Hartung de volta ao PSDB. O ex-governador não viria sozinho, tanto que seus aliados já tentam tomar a frente da campanha de Luiz Paulo em Vitória. Uma vez no partido, o grupo de Hartung faria o mesmo movimento que levou à tomada do PMDB, desde a entrada de Hartung na sigla, em 2005.

Outra preocupação das lideranças tucanas é o retorno, com Hartung, de dois quadros hoje não quistos no partido: o senador Ricardo Ferraço e o deputado federal Lelo Coimbra, que fazem parte do grupo de Hartung e tendem a migrarem de volta com ele. Os dois parlamentares têm mandato a cumprir e ficariam presos no PMDB por conta da fidelidade partidária. Mas acordos entre os partidos podem resolver o problema, como aconteceu na ida de Ferraço do PSDB para o PMDB em 2009.

O grupo de Hartung não agrada parte da militância tucana porque durante seu governo, apesar de receber o apoio do partido, Hartung ajudou no enfraquecimento da sigla, agindo em favor de seus aliados. Nesse processo desgastou a relação com o ninho tucano e criou incompatibilidades internas.

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