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Os slogans dos candidatos a governador

As ideias centrais das campanhas eleitorais; Arnaldinho com moral; campanha antiaborto em Vitória; e mais

Redes Sociais

Futuro e continuidade

Os slogans adotados pelos candidatos ajudam a entender a ideia central que norteará as campanhas eleitorais. No caso dos nomes que estão na disputa para o Governo do Estado, uma curiosidade é que três deles utilizam a palavra “futuro” de diferentes formas. A começar pelo atual governador, Ricardo Ferraço (MDB). Nas redes sociais, adotou o slogan “Agora é o futuro”, e o seu plano de governo é tratado como “Pacto com o futuro”. Dessa forma, Ricardo aposta em uma ideia de continuidade na gestão, mas sem estagnação. “O próximo ciclo deve preservar essas conquistas e, ao mesmo tempo, preparar o Estado para novas transformações econômicas, tecnológicas, sociais e ambientais”, diz um trecho da introdução do plano de governo.

A gente que faz

No caso de Helder Salomão (PT), o seu plano de governo é intitulado “O futuro do Espírito Santo é a gente que faz”. O petista, ao contrário, não fala em continuidade, mas sim em superação de um “longo ciclo econômico, social e político iniciado nos anos 1960”, que, segundo ele, vive “esgotamento”. “A gente que faz” serve para ressaltar o tom de projeto popular. “Esse novo ciclo deve enfrentar cinco desafios centrais: superar o modelo extrativista, exportador e concentrador; acompanhar as novas tecnologias sem subordinação aos monopólios digitais; reduzir desigualdades sociais, econômicas, regionais e ambientais; democratizar a gestão dos territórios e das políticas públicas; e construir a infraestrutura necessária ao desenvolvimento”, defende Helder. Entretanto, o petista tem trabalhado com outro lema nas redes sociais: “Pensar Grande, Governar Perto”.

Glorioso

Já Breno Barcelos (Missão) apostou na grandiloquência. Seu plano de governo é intitulado “Por um futuro glorioso”. A carta de apresentação defende que “o Espírito Santo está às portas de uma nova era. Antes subestimado, sempre esquecido, o estado vem se destacando cada vez mais por suas potencialidades — das quais os capixabas nunca duvidaram, mas que só agora, graças ao trabalho duro da nossa gente, revelam-se ao mundo”. Entretanto, segundo o candidato, “a complacência é inimiga do progresso” e “a lista de gargalos é longa”.

Paz e amor

Lorenzo Pazolini (Republicanos), por sua vez, tem como slogan “É tempo de paz”. “Paz é viver com segurança, ter acesso a cuidado, aprender, trabalhar, encontrar oportunidades e sentir que o desenvolvimento chega ao cotidiano de cada família e de cada região do Espírito Santo”. Com isso, Pazolini sinaliza que o tema da segurança pública vai ser central para ele na campanha. Ao mesmo tempo, o ex-prefeito de Vitória surge com uma imagem mais suavizada, “paz e amor”, em contraponto à sua própria aliança eleitoral, que apostou tudo no bolsonarismo.

Superação do capitalismo

Rafael Demuner (UP) foi o único candidato a governador que não apresentou um slogan de campanha. “O nosso estado é estratégico na produção e circulação de riquezas no país, possuindo polos de mineração, de siderurgia, de petróleo e gás e um dos maiores portos do Brasil. Essa fartura, entretanto, não chega à mesa dos trabalhadores e trabalhadoras capixabas. (…) Não nos contentamos em administrar melhor o capitalismo, precisamos superá-lo. O futuro com que sonhamos só será construído pela luta organizada do nosso povo. Por isso, a Unidade Popular vem para apresentar uma alternativa à classe trabalhadora que coloque seus interesses em primeiro lugar”, diz um trecho da introdução de seu plano de governo.

Arnaldinho no foco

Depois de todo o movimento de quase ruptura no período de articulações pré-eleitorais, o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), foi uma das figuras de destaque no primeiro grande ato de campanha do grupo governista, realizado no município canela-verde nessa segunda-feira (17). “Nós temos gratidão por quem ajudou a cidade de Vila Velha a ser transformada”, discursou o prefeito. Será que Arnaldinho já está pensando na disputa para governador de 2030?

Campanha antiaborto

A Câmara de Vereadores de Vitória aprovou, nessa segunda-feira (17), o projeto de lei 41/2025, de autoria de Darcio Bracarense (PL), que institui a “Campanha Permanente em Prol da Vida”. Entre os seus objetivos está “informar a população sobre os meios de contracepção admitidos pela legislação brasileira e os efeitos psicológicos e colaterais do aborto à mulher”. Coube principalmente às duas vereadoras de esquerda, Ana Paula Rocha (Psol) e Karla Coser (PT), o posicionamento contrário a uma proposta que, no fim das contas, apenas contribui com desinformação e restrição de acesso ao direito aborto mesmo nos casos previstos em lei.

Inconstitucionalidade

Darcio Bracarense reclamou do fato de Ana Paula Rocha ter apontado que o projeto é inconstitucional e será derrubado. Bracarense defendeu que a Justiça não tem legitimidade para interferir em matérias políticas. Bem, se os vereadores simplesmente aprovam o que “dá na telha”, às vezes é preciso intervir. Lembrando que uma lei oriunda de projeto de Luiz Emanuel (Republicanos) para afixar cartazes antiaborto em unidades de saúde de Vitória está suspensa por medida judicial.

Cris vai sancionar?

Mas ainda resta saber se a prefeita Cris Samorini (PP) vai sencionar a proposta. Em junho, ela vetou outro projeto de Darcio Bracarense, que previa a proibição de participação de crianças e adolescentes em eventos sobre “orientação sexual”. Na ocasião, Bracarense isentou Samorini e apontou interferência do ex-prefeito Pazolini, de quem é desafeto.

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