PSB e PL têm os maiores números de candidaturas registradas entre os partidos

O período de registro de candidaturas para as eleições de outubro deste ano se encerrou no sábado (15). Segundo informações do portal de Divulgação de Candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no Espírito Santo, 403 pessoas se registraram na disputa para deputado estadual (incluindo três inaptas), 24% a menos do que em 2022, quando foram 534. Para deputado federal, foram 135 registros, 32,8% a menos do que no pleito anterior (201, apesar de nem todos terem concorrido efetivamente).
Com a Lei 14.211/2021, que alterou a Lei das Eleições, o número máximo de candidaturas por partido passou a ser limitado a 100% mais um do total de vagas, ou seja, 31 para deputado estadual e 11 para deputado federal no Espírito Santo. Essa alteração já havia provocado uma limitação em 2022. Desde então, novas federações partidárias se formaram, o que também contribui para diminuir o teto de candidatos de algumas siglas.
Este ano, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Liberal (PL) foram os únicos que registraram chapas completas tanto para candidatos a deputado estadual quanto a federal, ou seja, 42 candidaturas. O PL ainda teve duas candidaturas inaptas para estadual (do total de 33), sendo que uma delas era a da Bispa Eliane Leal, que entrou como vice na chapa do candidato a governador Lorenzo Pazolini (Republicanos).
O Podemos chegou perto, com 30 candidaturas para deputado estadual e 11 para federal. Também chegaram perto de completar as chapas as federações União Progressista (UPB, União Brasil e PP) e Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Ambas registraram 28 candidatos a deputado estadual e 11 a federal.
No caso da UPB, são 18 candidatos do Progressistas (PP) e 10 do União Brasil para deputado estadual, além de seis do União e cinco do PP para federal. Na Brasil da Esperança, o Partido dos Trabalhadores domina. Para estadual, são 23 do PT, três do Partido Verde e dois do Partido Comunista do Brasil. Para federal, são sete petistas e dois de cada uma das demais siglas da federação.
O Democracia Cristã (DC) também conseguiu chapa completa para Assembleia Legislativa do Estado (Ales), além de oito candidaturas para a Câmara dos Deputados. O partido Novo não fechou chapas, mas também alcançou um número expressivo de candidaturas lançadas, sendo 28 para estadual e dez para federal.
O Republicanos, por sua vez, conseguiu chapa completa para a Câmara dos Deputados, mas não para a Ales, chegando a 19. O pequeno Democrata registrou 27 candidatos a deputado estadual, mas apenas dois para federal.
A federação formada por Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e Rede Sustentabilidade registrou 21 candidatos a deputado estadual (11 do Psol e 10 da Rede) e seis para federal (todos do Psol). Outra federação, a Renovação Solidária (PRD e Solidariedade), lançou 14 para a Ales (13 do SD e 1 do PRD) e sete para a Câmara dos Deputados (todas do SD).
Além desses, o estreante Missão também formou chapas para as duas disputas proporcionais, sendo dez candidatos a deputado federal e três a estadual.
O Agir e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) formaram chapas completas para candidato a deputado estadual, mas não lançaram ninguém para federal. O Partido Democrático Trabalhista (PDT) lançou 24 nomes para as vagas da Ales, mas também nenhum para a Câmara dos Deputados. A federação constituída por Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Cidadania também registrou 24 candidaturas (todas do PSDB), apenas para a Assembleia Legislativa.
Já o Avante fez chapa completa para federal, mas não registrou candidato a deputado estadual. O Partido Social Democrático (PSD) lançou nove nomes para a Câmara dos Deputados e nenhum para a Ales. E a Unidade Popular pelo Socialismo (UP) registrou apenas duas candidaturas nas disputas proporcionais, ambas para deputado federal.
Distribuição das cadeiras
A Assembleia Legislativa terá este ano uma renovação de pelo menos um terço das cadeiras, tendo em vista que oito deputados estaduais vão disputar outros cargos. Callegari (DC) e Sergio Meneguelli (PSD) estarão na disputa pelo Senado, e outros seis tentarão vagas na Câmara dos Deputados: Iriny Lopes (PT), João Coser (PT), Dr. Bruno Resende (União), Marcelo Santos (União), Lucas Polese (PL) e Tyago Hoffmann (PSB).
Os outros 22 vão tentar reeleição: Adilson Espíndula (PP), Raquel Lessa (PP), Denninho Silva (União) e José Esmeraldo (União), da UPB; Alexandre Xambinho, Allan Ferreira, Fabrício Gandini, Marcos Madureira e Zé Preto (Podemos); Alcântaro Filho, Bispo Alves e Pablo Muribeca (Republicanos); Capitão Assumção e Delegado Danilo Bahiense (PL); Dary Pagung e Janete de Sá (PSB); Mazinho dos Anjos e Vandinho Leite (MDB); Camila Valadão (Psol); Coronel Weliton (DC); Fábio Duarte (PDT); e Hudson Leal (Agir).
Dos dez deputados federais capixabas, três vão tentar outros cargos. Helder Salomão, que foi campeão de votos em 2022, é candidato a governador, e Evair de Melo (Republicanos), a senador. Paulo Folleto (PSB) anunciou que não seria candidato a nada, mas depois resolveu se candidatar a uma vaga na Ales. Gilvan da Federal (PL) conseguiu se registrar para tentar a reeleição, mas ainda corre o risco de cair, devido à sua condenação por violência política de gênero.
Os outros cinco vão tentar reeleição: Amaro Neto (PP), Messias Donato (União), Jack Rocha (PT), Gilson Daniel (Podemos) e Dr. Victor Linhalis (PSB).
Quociente Eleitoral
Em 2022, houve 2.077.274 de votos válidos por 30 cadeiras da Assembleia Legislativa, e o Quociente Eleitoral (QE) ficou em 69.242 votos. Para as dez cadeiras da Câmara dos Deputados, foram 2.084.430 de votos válidos, resultando em um QE de 208.443 votos.
Nas disputas proporcionais (deputados), o Quociente Eleitoral é o resultado da divisão do total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis. Para que um partido ou federação conquiste pelo menos uma cadeira, é preciso, inicialmente, ultrapassar o QE. As vagas que sobrarem são divididas a partir do Quociente Partidário (divisão do QE pelo número de votos do partido).
Em 2022, Renzo Vasconcelos foi o terceiro candidato a deputado federal mais votado, mas não conquistou a vaga porque o seu então partido, o PSC, não teve bom desempenho geral.
O número de eleitores capixabas cresceu pouco mais de 2% este ano, e a tendência é que o Quociente Eleitoral fique maior.
Governo e Senado
Para governador, o Espírito Santo terá cinco candidatos este ano, dois a menos do que em 2022. Ricardo Ferraço (MDB) está numa coligação de sete partidos: Agir, MDB, Podemos, PDT, PSB e as federações União Progressista e PSDB-Cidadania – além do apoio informal da Rede Sustentabilidade.
Lorenzo Pazolini está em uma aliança de três partidos: Republicanos, PL e Democrata. Já Helder Salomão tem consigo apenas os partidos da Federação Brasil da Esperança, além do apoio informal do Psol. Breno Barcelos (Missão) e Rafael Demuner (UP) sustentam palanques independentes.
Para o Senado Federal, são 11 candidatos, dois a mais do que em 2022. A chapa do campo governista é formada por Renato Casagrande (PSB) e Rose de Freitas (MDB). A da oposição de direita, por Evair de Melo (Republicanos) e Maguinha Malta (PL). Callegari (DC) também está em uma coligação com a Federação Renovação Solidária. A Federação Brasil da Esperança lançou Fabiano Contarato (PT) e declarou apoio a Casagrande.
O Psol lançou Professor Fabian e indicou segundo voto em Fabiano Contarato. O Novo também lançou Leonardo Monjardim, e a tendência é que indique segundo voto em Maguinha Malta. Marcos do Val (Avante), Rodney Miranda (PRTB) e Sergio Meneguelli (PSD) estão em palanques independentes.

