Quinta, 25 Abril 2024

Motoristas de aplicativo cobram botão do pânico e câmeras nos veículos

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O Sintappes, sindicato que representa os motoristas de aplicativo no Espírito Santo, encaminhou um ofício para a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), solicitando uma reunião com o secretário Eugênio Ricas. Os trabalhadores querem debater sobre a criação do botão do pânico para a categoria, cuja possibilidade de implementação foi informada pelo gestor em uma reunião com o sindicato em fevereiro, por ocasião do desaparecimento do motorista Jonata de Souza Oliveira, que dias depois foi encontrado morto. Outro ponto de pauta é a instalação de câmeras nos veículos, sugestão a ser feita pela entidade sindical. 

Alguns dos questionamentos que os motoristas querem fazer ao secretário é se a instalação do botão do pânico será para todos trabalhadores, de todas plataformas. Outra resposta que eles querem é se a tecnologia será independente do aparelho celular. O presidente do sindicato, Gessé Gomes de Souza, explica que se o botão do pânico estiver ligado a esse equipamento, a política de segurança não terá efeito, pois a primeira coisa que o criminoso rouba quando rende o motorista é o celular.

Conforme consta no ofício, os trabalhadores também querem sugerir a instalação de câmeras nos veículos durante o período noturno e em tempo real, pois, segundo Gessé, as câmeras seriam uma ação de prevenção, enquanto o botão do pânico, embora considerem uma iniciativa importante, seria algo mais voltado para a necessidade de o motorista buscar ajuda ao sofrer a violência.

As câmeras, sugere o Sintappes, seriam instaladas por meio de uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Sesp, com a disponibilização de 2 mil conexões simultâneas ao Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes).

Teriam prioridade na instalação motoristas mulheres, negros, com deficiência e da comunidade LGBTQIA+. Outros 20%, para trabalhadores com menos de três meses de cadastro em plataformas de aplicativos. Essa mesma porcentagem para os demais trabalhadores cadastrados. Também seriam destinados 10% para taxistas.

A categoria tem intensificado sua mobilização por medidas de segurança para os trabalhadores depois do assassinato de Jonata, cujo corpo foi encontrado em um barranco às margens da rodovia ES-120, em Cariacica, na Grande Vitória, na noite de 18 de fevereiro. O motorista estava desaparecido desde o dia 11 do mesmo mês, quando saiu para trabalhar e não voltou. A Polícia apontou crime de latrocínio. 

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