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Da promessa de novo hospital às críticas às terceirizações

As propostas dos candidatos a governador para Saúde; ato do Missão na Ales; o candidato de Guerino; e mais

Sesa

Saúde foi apontada como o problema mais grave do Brasil em uma pesquisa do Datafolha divulgada em dezembro de 2025. No Espírito Santo, o governo tem destinado 12% do orçamento para a área, acima do mínimo constitucional de 10%, e tem apresentado bons indicadores como a cobertura territorial da Atenção Primária (97,96% da população). Por outro lado, o acesso a serviços especializados, sobretudo por moradores do interior, ainda é um gargalo. Também há denúncias de precarização em setores como a Rede de Atenção Psicossocial. Diante desse cenário, quais são as propostas dos candidatos a governador para Saúde?

Hospital de Cariacica e Complexos de Saúde

O governador Ricardo Ferraço (MDB) apresenta como propostas de “projetos transformadores” para um novo mandato: implantar uma plataforma digital integrada para toda a rede estadual de saúde (Minha Saúde ES); concluir e colocar em funcionamento o Hospital Geral de Cariacica, além dos Complexos de Saúde Norte, em São Mateus, e Central, em Colatina; implantar uma nova geração da Central Estadual de Regulação, apoiada por inteligência artificial; consolidar uma rede integrada de vigilância epidemiológica, laboratorial e ambiental; implementar política para envelhecimento saudável; fortalecer a rede capixaba de saúde mental, incluindo a ampliação da oferta de Centros de Atenção Psicossocial (Caps); e implantar um “moderno” centro de logística. Ferraço também apresenta uma série de “compromissos estratégicos”, incluindo “reduzir definitivamente as filas do SUS”, modernizar e ampliar a rede estadual, valorizar os profissionais e fortalecer o Instituto de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi).

“Mortalidade acima do desejável”

Lorenzo Pazolini (Republicanos) apresenta como diretrizes estratégicas para Saúde: redução de filas de espera para consultas e exames e regulação inteligente; redução da mortalidade evitável, apontada como “acima do desejável”, fortalecendo a Rede Materno-Infantil; ampliação do acesso com políticas específicas para populações vulneráveis; estruturar uma Rede Capixaba de Atenção ao Autismo, Neurodiversidade e Famílias Atípicas; ampliação da Rede de Atenção Psicossocial com Caps em 100% dos municípios-polo e equipes de saúde mental na Atenção Primária; implantação de equipes multiprofissionais itinerantes (psicólogos, assistentes sociais, dentistas) nas escolas estaduais; modernização hospitalar e tecnológica; ampliação e facilitação do acesso a medicamentos; enfrentamento às doenças crônicas e envelhecimento; fortalecimento das regiões de saúde; e cofinanciamento estadual baseado em resultados.

Críticas às terceirizações

O plano de governo de Helder Salomão (PT) critica as terceirizações na saúde e estabelece compromisso de intensificar a realização de auditorias e fiscalização dos contratos com Organizações Sociais. As propostas também incluem: atuar em parceria com os municípios para melhorias em UBS e UPAs e concluir as obras dos hospitais que estão em andamento; ampliar o atendimento especializado e fortalecer o programa federal “Agora Tem Especialistas” com foco na Saúde da Mulher; intensificar a parceria com os hospitais filantrópicos; promover, em parcerias com os municípios, programas de prevenção; Incentivar e fortalecer o programa “Saúde nas Escolas”; ativar os mecanismos de transparência e participação social. O documento ainda propõe fortalecer e regionalizar a saúde pública, ampliando redes de oncologia, saúde mental (incluindo construção de Caps), saúde bucal, atenção domiciliar e vigilância, além de preparar o sistema para eventos climáticos. Helder se compromete, ainda, com políticas específicas para população negra, povos tradicionais e população LGBTQIA+, com formação permanente dos profissionais e valorização de saberes tradicionais. Também defende investimentos em tecnologia e inovação em saúde, incluindo inteligência artificial e a possível criação de um Instituto de Tecnologia e Patentes em Saúde.

Reestatização

Rafael Demuner (UP) critica a terceirização de unidades de saúde de forma ainda mais incisiva, e seu plano de governo prevê encerramento de todos os contratos com Organizações Sociais (OS) e reestatização da gestão. Suas propostas também incluem: execução de um plano de obras públicas na área; abertura de concursos públicos para substituir terceirizações e quarteirizações; desenvolvimento da pesquisa farmacêutica e produção de remédio a baixo custo; recuperação e reestruturação dos equipamentos de saúde; garantia de carga horária e salários adequados aos profissionais da saúde; fortalecimento do controle social por meio dos Conselhos Populares. 

Prontuário único, meritocracia e regionalização

Breno Barcelos (Missão) tem como uma de suas principais propostas a implementação de um Prontuário Único de Saúde do Espírito Santo (PUS-ES), tendo em vista que a “falta de integração” de dados clínicos “prejudica a continuidade do cuidado”. Para os profissionais de Saúde, propõe um sistema de valorização por “meritocracia”. Ele também pretende promover maior acesso a consultas e exames no interior com ampliação de assistência presencial, combinando com aumento das ações de telemedicina e digitalização. Além disso, o candidato do Missão pretende impor maior controle na forma como as emendas parlamentares direcionam o orçamento da Saúde.

Ato contra “censura”

O diretório do Missão no Espírito Santo realiza nesta terça-feira (1º), às 19h, em frente à Assembleia Legislativa do Estado (Ales), um ato contra a “censura” a Renan Santos, candidato a presidente do partido. O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão da campanha de Santos, pelo fato de ele ter demorado 12 dias para informar todos os seus perfis nas redes sociais para a Justiça Eleitoral. Com a não informação dentro do prazo, as páginas podem ter aparecido nas indicações automáticas dos algoritmos das plataformas, o que tende a configurar favorecimento.

O candidato de Guerino

Guerino Zanon, ex-prefeito de Linhares (norte do Estado), decidiu deixar o Partido Social Democrático (PSD) por conta da declaração de neutralidade da sigla. Nessa segunda-feira (31), decidiu aparecer nas redes sociais para declarar seu posicionamento eleitoral… em relação à disputa para deputado estadual. Guerino declarou voto em Carlos Maximiliano (DC), policial militar e terapeuta, que atuou na área de Assistência Social de Linhares na gestão passada. Maximiliano vai encarar as urnas pela primeira vez.

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