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Aquele abraço!

Tal como acontece com o sorriso, o abraço cria uma reação em cadeia

Entre todos que  já abraçaram e foram abraçados, esta semana comemoramos o Dia do Abraço, ou DdA para os entendidos. Mas por que um dia apenas? Como deve acontecer com tudo que custa pouco e rende muito, poderíamos requisitar uma semana inteira para a prática do singelo esporte do abraço. Tal como acontece com o sorriso, o abraço cria uma reação em cadeia, e quanto mais se abraça, menos rugas no rosto. Portanto, vamos sair por aí distribuindo abraços como quem distribuía panfletos do Biotônico Fontoura nas esquinas. 

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Esta demonstração de carinho e amizade teve um início pouco afetuoso: um distraído troglodita topou com um urso e ganhou “aquele abraço”. Deu sorte e escapou ileso…o troglodita, não o urso. Para comemorar o ocorrido, ele decidiu abraçar todos os 203 habitantes do planeta e, sem saber, esse bem-intencionado troglodita inventou a socialização, a comunicação e a contaminação bacteriana. 

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Alguns milênios depois, o Faraó Tutancâmon faleceu de uma infecção no pé. E foi daí que criaram o ditado: o ídolo tinha pés de barro. Tanto poder, tanto ouro, e tudo ficou escondido sob as pedras de uma pirâmide, uma das menores no cemitério dos faraós, esperando pela eternidade. Afinal, eram deuses! O que tem isso a ver com abraços? O jovem faraó só abraçava membros da família: seus pais eram irmãos (ou primos); ele casou com a meia-irmã e tinha um caso com a outra metade. Tudo isso antes dos 18 anos, e ainda  achou tempo para ser um faraó. 

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Os poderosos têm medo dos menos dotados, e os abraços não fazem parte de suas agendas. Os deuses modernos são mais práticos. Profissão que mais abraça: político. Profissão que menos abraça: microbiologista. Nas terapias comportamentais, o abraço é altamente recomendado e utilizado. Freud receitava abraços para a cura dos males da alma: Mas Dr. Freud, eu não tenho a quem abraçar…por isso mesmo! Dez abraços por dia. Posso começar abraçando o senhor? Nem pensar, é contra os códigos da psicanálise!

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Ana Carolina: “Eu gosto de revidar. Gritos, argumentos, abraços e até amor”. O vulgo criou expressões apropriadas para esse ato essencial na comunicação humana: Vem de lá um abraço…Walt Disney, para os sobrinhos herdeiros: nunca se esqueçam, tudo começou com um abraço! Ou seria um ratinho? O vulgo: Abraço é bom, mas o cecê…Clarice, a eterna: sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e [agora] sono. Receita para depressão e insuficiência afetiva: Um abraço e um copo d’água, três vezes ao dia. É tiro e queda!

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