A Assembleia Legislativa está vivendo dias confusos. A nova legislatura começou com uma movimentação muito forte de alguns parlamentares que com posições fortes que acabaram criando uma expectativa de fortalecimento daquele poder.
Mas recentemente, os sucessivos episódios de movimentações equivocadas de parlamentares trazem uma insegurança sobre os rumos da Casa. Quanto à posição em relação ao governo do Estado, o excesso de cautela para não desagradar o governador que já teve, no passado, controle absoluto sobre a Casa, fez com que os parlamentares aprovassem de forma irresponsável um projeto de educação questionável (Escola Viva) e um plano de educação anti-democrático para o Estado.
Antes disso, já haviam aprovado a possibilidade de o governo mexer no orçamento sem a aprovação da Casa, o que faz com que a sociedade não acredite em uma LDO que priorize o interesse da população e sim a do governador.
Mas a subserviência ao governo não é pior do que o uso da casa para a defesa dos parlamentares envolvidos em um escândalo. Independentemente da culpa ou inocência dos ex-prefeitos presos da Operação Derrama, a realização de uma CPI que serve para que se faça desagravo ou revanche, sob a justificativa de defender a arrecadação dos municípios, força a barra.
Os ataques de Theodorico Ferraço (DEM) munidos de farta documentação e acusações graves não devem ser desconsiderados, mas seria a Assembleia o espaço ideal para essas movimentações? A questão não é julgar se os deputados estão errados em fazer suas defesas, o problema é a utilização do mandato para isso.
Se têm como provar algo contra quem os colocou na prisão, se elas fora injustas, o caminho não seria a Justiça? A sessão desta quarta-feira, em vez de discutir os projetos do Estado, serviu de canal para que os deputados extravasassem a revolta com o que lhes aconteceu em janeiro de 2013. Todos têm o direito de se defender e até buscar justiça caso se sintam prejudicados, mas usar o plenário da Assembleia para isso está certo? Não parece.
Fragmentos:
1 – Nesta quarta-feira (24) é aniversário do deputado Max Filho (PSDB), mas a comemoração antecipada aconteceu na segunda, na tradicional reunião do Dispensário São Judas, na Prainha. E teve direito a bolo e sanfoneiro.
2 – A ansiedade da classe política pela ordem de serviço das obras do Aeroporto de Vitória está em alta. Já que a promessa é longa e todo mundo vai querer pegar carona na visibilidade da ação.
3 – Para homenagear os 125 anos de Cariacica, o deputado federal Helder Salomão (PT) publicou uma foto de um poema feito por ele e publicado em seu livro “Palavras”, lançado em 2014.

