
Depois de usar e abusar de logomarcas, símbolos e slogan nos seus dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010, o governador Paulo Hartung (PMDB) apareceu este ano querendo dar exemplo e criou sua PEC da Impessoalidade, que proíbe o uso de tipo de marcas de gestão na administração pública estadual e municipal. A Assembleia Legislativa prontamente atendeu à proposta, que virou regra para o governo do Estado e prefeituras capixabas, em maio último. Mas, olha só, na falta de poder escancarar em publicidades oficiais, inaugurações e solenidades, o governo Hartung arrumou uma maneira de imprimir sua nova marca, utilizando as redes sociais. Depois do jingle da “casa arrumada” e “Um novo Espírito Santo”, circula nas internet já há algum tempo, em notícias para promover a gestão estadual, a marca “Aqui tem trabalho”, em formato de logo e hashtag, sempre vinculado ao site institucional do governo. Primeiro sai nas páginas do governo Hartung, depois a equipe e secretários correm para propagar nas redes sociais. Vai dizer que não tem logomarca própria nem publicidade institucional aí nessas peças?
Carona
Quem também ensaia utilizar o mesmo expediente é o pupilo de Hartung, o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM). Dia desses, apareceu no Facebook com proposta idêntica, também com logomarca e hashtag próprias.
.png)
Holofote
A propósito, em suas andanças já atrás de votos, Rodney tem levado uma comitiva de vereadores. Nesse sábado (4), na ação do projeto “Passando a Limpo”, em Praia dos Recifes, posou ao lado de Chica Chiclete (PMDB), Mamãe (PMN), Duda da Barra (PP), Valter Rocon (PDT), Belarmino Nunes (SDD), Joel Rangel (PSB), Valdir do Restaurante (PTdoB) e João Artem (PSB). Em tempos de disputa, isso costuma dar uma ciumeira…
'Preção'
A tão esperada reforma da fachada da Assembleia Legislativa anunciada pelo presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), está difícil de sair. Enquanto isso, o preço só aumenta. Nesta terça-feira (7), outro aditivo no contrato com a Dual Engenharia foi publicado no Diário Oficial. A obra já está em pouco mais de R$ 1,65 milhão.
'Preção' II
No início do contrato, assinado em 30 de janeiro de 2014, a previsão era entregar as obras em 330 dias, ou seja, quase um ano. No final de dezembro, foi necessário firmar o primeiro aditivo, para prorrogação do prazo, sem mexer no valor total do contrato, até então, pouco mais de R$ 1 milhão. Agora, não, foi preciso mexer não só no prazo como no valor – R$ 554,6 mil de acréscimo, por mais 100 dias de obra.
Tratorada
Por falar em Assembleia e Theodorico, à medida que se aproxima o recesso parlamentar, aumenta o festival de projetos do governo para serem aprovados a toque de caixa. De preferência, sem ler. Só carimbar.
Vai chover
Fato histórico na Assembleia nesta terça, como bem disse o deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD): os parlamentares aprovaram um projeto do colega Sérgio Majeski (PSDB). Parece que ele tem mais de 24 em tramitação por lá. Só aprovaram, também, porque interessa aos demais. A proposta determina que, quando necessário, sejam realizados estudos científico e técnico, para subsidiar as comissões.
Contramão
Não é só nos bastidores que tem gente discordando da decisão do ex-governador Renato Casagrande (PSB) de não encarar a candidatura a prefeito em Vitória no próximo ano. Que o diga Carlos Siqueira, presidente nacional do partido, em A Gazeta nesta terça, que não me deixa mentir. Casagrande, Casagrande…
Contramão II
Tanto o ex-governador como o presidente regional da sigla, Paulo Foletto, juram que estão com o prefeito Luciano Rezende (PPS) até debaixo d’água. Resta saber se a recíproca é verdadeira.
Ideia fixa
O vereador de Vitória Davi Esmael (PSB) realizou mais uma sessão solene na noite dessa segunda-feira (6), na Câmara, para homenagear os “seus”, os evangélicos. Desta vez, a festa foi para marcar o “Dia do Pastor”. Davi só pensa nisso.
Nas redes
“É amanhã [quarta-feira]! Precisamos dar um basta aos desmandos desse governo!”. (Camila Valadão – PSOL – sobre o protesto dos servidores públicos).
PENSAMENTO:
“Não queremos um Estado máximo nem mínimo. Queremos um Estado ótimo”. Marcílio Marques Moreira

